Secretaria de Saúde de Ji-Paraná descarta, preliminarmente, negligência médica na morte de criança de 02 anos e afirma que o caso será apurado

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A Secretária de Saúde de Ji-Paraná descarta, preliminarmente, negligência médica no atendimento a criança de dois anos que morreu na tarde desta terça-feira, dia 05, no Pronto Socorro do Hospital Municipal.

A família alega que a criança teve um diagnóstico tardio e uma demora no atendimento, o que pode ter influenciado na morte.

O caso foi registrado na Polícia Civil, onde a autoridade policial abrirá uma investigação sobre o caso.

Em contrapartida, a Secretaria de Saúde apresenta uma apuração interna que esclarece como foi realizado o atendimento a paciente, de acordo com os prontuários do hospital.

O site COMANDO190 procurou o Secretário de Saúde Renato Fuverki, que esclareceu os fatos. “Apuramos preliminarmente os fatos e constatamos, por meio de fichas de atendimento ambulatorial, que não houve atraso ou omissão ao socorro da paciente”, declarou.

O Secretário também esclareceu que a criança esteve no hospital pela parte de manhã e foi atendida normalmente pelo médico plantonista. Após realizar todos os procedimentos, o médico avaliou que não precisava de internação, pois a paciente não apresentava um caso grave de saúde, mas orientou a mãe a retornar caso a criança piorasse.

Quando foi por volta das 14h00, a criança voltou para o Hospital e o quadro se agravou. Imediatamente, a Diretora da Pediatria foi acionada para acompanhar o caso e juntamente com o Médico, realizaram os procedimentos de urgência, intubando a criança. Ao mesmo tempo, a equipe conseguiu uma vaga na UTI, na cidade de Cacoal e, enquanto aguardavam a UTI Móvel, a criança sofreu uma parada e não resistiu.

“Sabemos, por informações, que a criança estava em casa há mais de 10 dias passando mal, com problemas de tosse e febre e hoje foi o primeiro dia que ela compareceu no hospital. Então, é muito prematuro, neste momento, fazer uma conclusão de tudo isso. Não estou culpando ninguém, mas, de acordo com a Diretora da Pediatria, todos os procedimentos foram feitos com muito critério, confirmando que na parte da manhã a criança não apresentava um caso grave, tendo piorado mais tarde”, explicou o Secretário.

A Secretaria afirmou também que se solidariza com a família da criança e coloca-se à disposição para todos os esclarecimentos e acompanhamento ao caso, para que o mesmo seja esclarecido à luz da verdade e da justiça, e que condena qualquer ato de exploração indevida deste fatídico caso em que o Hospital Municipal de Ji-Paraná, enquanto equipamento público de saúde, ofereceu todas as condições que estavam ao alcance do que se propõe.

Sobre o fato da criança estar suja de sangue, o Renato Fuverki esclareceu que não era sangue, mas uma “secreção sanguinolenta”, que saiu do pulmão no momento que ela foi intubada.

O Secretário finalizou a entrevista garantido o caso será apurado com rigor e se houver alguma negligência, todas as providências serão tomadas e os resultados divulgados para a sociedade. “Todos os procedimentos padrões foram feitos para que esta criança não viesse a óbito. Tudo que foi possível fazer, foi feito, mas infelizmente não conseguimos salvá-la. Toda a equipe médica está sofrendo com esta morte”, comentou.

 

Causa da morte

O laudo preliminar apresenta que a criança morreu por complicações de uma bronquiopneumonia, porém, a diretoria do hospital e a Polícia Civil aguardam o resultado de exames realizados pelo IML (Instituto Médico Legal) que apresentará a causa oficial da morte.

 

BOLETIM POLICIAL

 

O site tentou entrar em contato com a família, mas não conseguiu. No boletim policial, a família contou à polícia que levaram a criança ao hospital por volta das 09h00, e que o Médico de plantão passou um remédio e mandou ir para a casa, sem pedir nenhum tipo de exame, sendo orientada a retornar ao hospital caso o caso se agravasse.

Por volta das 14h00, a mãe notou que sua filha havia piorado e retornou ao hospital. Durante o atendimento médico, foram realizados vários exames de sangue e raio-x e logo em seguida, a criança sofreu uma crise e acabou falecendo.

Quando a Guarnição da PM chegou no hospital, notou que a família estava transtornada, falando que a equipe médica havia machucado sua filha por dentro, pois a mesma sangrava muito pela boca e nariz.

Em contato com o médico que atendeu a menor, foi explicado que a paciente apresentava um quadro de pneumonia e que foi preciso fazer a intubação para aspirar as secreções dos pulmões.

 

Publicado por Letícia Mendonça

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