Um grupo de deputados federais protagonizou uma cena inusitada e polêmica nesta terça-feira ao colocar esparadrapo na boca durante sessão no Congresso Nacional, em protesto contra decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A manifestação, que teve como pano de fundo a recente decretação de prisão domiciliar de Bolsonaro, gerou forte repercussão entre parlamentares e setores da sociedade. Críticos afirmam que o protesto extrapola os limites da institucionalidade e se volta contra a própria democracia e economia do país.
“É vergonhoso ver deputados pagos com dinheiro do povo agindo como se estivessem num teatro infantil. Eles estão trabalhando contra os interesses do Brasil”, afirmou um analista político. “Enquanto o país enfrenta desafios econômicos sérios, eles ocupam a tribuna com encenações em defesa de um réu investigado por tentativa de golpe”, completou.
Os protestos ocorrem em meio à crescente tensão entre o Legislativo e o Judiciário. Há rumores de que alguns deputados poderão ser afastados de seus cargos, caso se envolvam diretamente em atos antidemocráticos ou tentativas de obstrução da Justiça.
Ministro Alexandre de Moraes, alvo do protesto, não comentou diretamente o caso, mas fontes do Supremo indicam que a Corte não se intimidará com manifestações públicas que desrespeitam a Constituição.
No Brasil, milhares de pessoas seguem presas por crimes como tentativa de golpe, corrupção, homicídios, furtos e outros delitos, sem que qualquer benefício especial lhes seja concedido. “A justiça deve ser igual para todos”, reforça um promotor ouvido pela reportagem.
A manifestação foi considerada, por alguns, um desserviço à imagem do Congresso. “Essa encenação não muda os fatos: Bolsonaro responde na Justiça, e quem tentar tumultuar o processo democrático será responsabilizado”, concluiu o parlamentar de oposição.
Enquanto o país busca retomar o crescimento e recuperar empregos, a população assiste a mais um episódio de instabilidade política provocada por aliados do ex-presidente. A pergunta que permanece é: até quando o Brasil pagará esse preço?


