O presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE/RO), Alex Redano (Republicanos), concedeu entrevista ao programa Tá na Hora, do SBT, em Ariquemes, e esclareceu a polêmica envolvendo a discussão telefônica com o vereador de Porto Velho, Everaldo Fogaça. O episódio ganhou grande repercussão no estado após a divulgação de áudios com troca de insultos entre ambos.
Redano relatou que sempre manteve boa relação com Fogaça e que a ligação iniciou de maneira cordial. Segundo o deputado, o vereador afirmou estar sendo perseguido, o que o surpreendeu e acabou elevando o tom da conversa. Ele reconheceu que também se exaltou, mas garante que desconhecia qualquer investigação ou situação que justificasse as acusações feitas pelo parlamentar da capital.
Com a repercussão do caso, Redano declarou ter sido procurado por chefes de diferentes Poderes em Rondônia, que buscaram esclarecimentos sobre o ocorrido. Ele afirmou ainda que o promotor de Justiça, Dr. Geraldo Henrique Ramos Guimarães, o chamou para conversar sobre o assunto.
O presidente da ALE/RO registrou boletim de ocorrência por precaução e negou categoricamente afirmações atribuídas ao vereador, como suposta influência dele sobre membros do Judiciário ou da Polícia Civil. Redano classificou tais declarações como “sem qualquer fundamento”.
Durante a entrevista, o deputado confirmou que conversou com o promotor Dr. Geraldo, que, após avaliar o conteúdo da discussão, solicitou a prisão do vereador Everaldo Fogaça. Contudo, a Justiça rejeitou o pedido em duas ocasiões, entendendo que não havia elementos suficientes para determinar a detenção.
Redano reforçou que não possui desavença pessoal com o vereador e lamentou o episódio. Disse que apenas atendeu a ligação acreditando tratar-se de um diálogo comum e destacou: “Se eu não tivesse atendido, nada disso teria acontecido”. O deputado afirmou que não existe perseguição e que o caso segue sob análise das autoridades competentes.

