Caracas / Washington — Em uma madrugada marcada por explosões e tensão internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que forças militares americanas realizaram um ataque de grande escala à Venezuela e que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e transportados para fora do país
Trump anunciou a operação em uma publicação em sua rede social, afirmando que a ação foi conduzida “com sucesso” e em conjunto com forças de segurança dos Estados Unidos. Segundo o presidente americano, a captura de Maduro ocorreu durante os ataques militares, que atingiram a capital Caracas e outras áreas estratégicas do país sul-americano.
Explosões foram ouvidas na madrugada, por volta das 02h (horário local), e testemunhas relataram aeronaves voando em baixa altitude. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram helicópteros sobrevoando Caracas enquanto múltiplas explosões iluminavam o céu da capital.
Trump também anunciou que haverá uma coletiva de imprensa às 11h (horário local, 13h em Brasília) no resort Mar-a-Lago, na Flórida, para fornecer mais detalhes sobre a operação.
O governo de Nicolás Maduro, até o momento, não confirmou oficialmente que Maduro foi capturado ou levado para fora do país e exigiu “prova de vida” do presidente e de sua esposa. A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o paradeiro de Maduro é desconhecido após os ataques
Em um comunicado oficial, Caracas denunciou o ataque como uma “agressão militar grave e flagrante” e convocou a população e aliados políticos a mobilizarem-se contra o que chamou de imperialismo e tentativa de mudança de regime estrangeira. O governo declarou estado de emergência e prometeu resistência.
A tensão entre os dois países vinha crescendo há meses. O governo dos EUA aumentou pressões militares e diplomáticas sobre o governo venezuelano, acusando Maduro de narcoterrorismo e de ser um líder ilegítimo. Sanções a empresas do setor petrolífero venezuelano e operações para combater o narcotráfico foram intensificadas no ano passado, como parte de uma campanha mais ampla contra o regime venezuelano.
A ofensiva americana desencadeou uma crise diplomática e preocupação internacional. países vizinhos e organizações regionais estão monitorando de perto a situação, enquanto a possibilidade de um vazio de poder na Venezuela levanta dúvidas sobre a estabilidade política e social no país.
Organizações da América Latina e do Caribe devem se reunir ainda hoje em busca de uma resposta conjunta à ofensiva militar, que pode ter impactos humanitários e econômicos significativos na região.


