Conforme Lopes de Oliveira, essa primeira fase termina com a elucidação da autoria e participação dos homicídios. Cinco pessoas foram indiciadas pelos assassinatos e dois deles já estão presos: Jefferson Pereira Ramos, o “Jairão”, de 28 anos; e Adelson de Oliveira, o “Erê”, 37 anos. Outros três estão foragidos: Wemerson Marcos da Silva, o “Preto”, 40 anos; Marcelo Costa Vergilato, o “Xiru”, 37 anos; e Suesi Marcelino Rocha, o “Papagaio”, 36 anos.
Na manhã desta quarta-feira, 02, o delegado titular da Delegacia de Homicídios de Vilhena, Núbio Lopes de Oliveira, acompanhado pelo delegado regional, Fábio Campos, pelo Chefe do Departamento de Polícia do Interior, Thiago Flores, pelo Perito Criminal Eloísio Vinha, e pelo Comandante do 3º BPM, major Thiago Araújo Santos, concedeu entrevista coletiva para anunciar a conclusão da primeira fase da investigação sobre a chacina da Fazenda Vilhena, ocorrida em outubro de 2021 e que deixou cinco pessoas mortas. Naquela noite, foram brutalmente assassinados o fazendeiro Heládio Cândido Senn, conhecido como “Nego Zen”, Sônia Maria Biavatti, esposa dele; Dhonatas Rocha Borges Reis, Oederson Santana, conhecido como “Neguinho Motoca”; e Amagildo Severo, o “Lagoa”.
Conforme Lopes de Oliveira, essa primeira fase termina com a elucidação da autoria e participação dos homicídios. Cinco pessoas foram indiciadas pelos assassinatos e dois deles já estão presos: Jefferson Pereira Ramos, o “Jairão”, de 28 anos; e Adelson de Oliveira, o “Erê”, 37 anos. Outros três estão foragidos: Wemerson Marcos da Silva, o “Preto”, 40 anos; Marcelo Costa Vergilato, o “Xiru”, 37 anos; e Suesi Marcelino Rocha, o “Papagaio”, 36 anos.
Morto pelo sogro em área de conflito em novembro de 2021, Emanuel Flauzina França, o “Manelinho”, é apontado como o líder do grupo que atacou a sede da Fazenda Vilhena e executou aquelas pessoas. Foi a partir dessa morte que as investigações sofreram uma virada. Acompanhando os peritos criminais que foram ao local da morte de Manelinho, policiais militares acabaram encontrando no “barraco” dele e nos arredores, algumas armas, entre elas algumas que pertenciam o Nego Zen e que tinham sido furtadas no dia da chacina.
Entre as armas apreendidas, uma espingarda calibre 12 e uma pistola 380 que seria de Menelinho. Foram realizados exames de microcomparação balística com os projéteis retirados dos corpos das vítimas, e ficou comprovado que ambas as armas foram usadas na matança.
No seu relato, o perito criminal Eloísio Vinha, confirmou que o que houve na Fazenda Vilhena foi uma execução. “Fica claro que eles foram executados, ou seja, os quatro foram levados para aquele local; estavam uns próximos aos outros. E pela posição deles, pelo local e orientação das lesões, ficou claro que eles estavam de joelhos e com as mãos na cabeça. Inclusive, o ‘Lagoa’ tinha perfurações na região dorsal da mão, passando pela palma e entrando na cabeça”, esclareceu.
Ainda de acordo com o perito, Nego Zen foi morto dentro de casa a tiros de espingarda 12. Seu corpo estava caído na entrada do quarto principal. “Ele sofreu lesões na região próxima ao umbigo, eram lesões dilacerantes, compatíveis com fragmentação de metal, muito provavelmente da fechadura -eles atiraram na fechadura para abrir a porta. Após abrirem a porta, atiraram na região do tórax a vítima. Esse tiro foi de bem próximo, porque havia uma bucha no ferimento, e se fosse de mais longe, ou se a porta tivesse fechada, não haveria bucha no ferimento”, disse o perito.
“Nesta primeira fase foi sedimentado o principal braço da operação. De agora em diante, adotaremos outras medidas investigativas voltadas para apurar outros partícipes, ainda que tenham atuado de forma indireta; e buscar mais elementos que porventura apontem para outros possíveis envolvidos ainda não identificados na primeira fase”, disse Lopes de Oliveira, que frisou: “Todos os órgãos públicos encarregados da persecução penal se dedicaram ao máximo para que, ao final, houvesse um resultado positivo; não apenas por mera formalidade, mas justamente por repulsa à barbárie, por repulsa ao derramamento de sangue, principalmente como o que aconteceu nesse caso”.


