Prefeitura da capital e Governo do Estado anunciam novas medidas de combate ao Covid-19

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Porto Velho, RO – O governador Marcos Rocha e o prefeito Hildon Chaves, acompanhados do secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo e do secretário de Defesa, Coronel José Pachá, deram um alerta à população na tarde desta sexta-feira sobre a situação da pandemia do COVID – 19 no Estado a possibilidade real de se decretar o Lockdown em locais onde as regras do isolamento social não estão sendo respeitados, com é o caso de Porto Velho. 
Por ora, as ações vão se resumir mais no impedimento da população de se aglomerar em locais de convívio comum como é o caso da Praça do Skate, Espaço Alternativo, balneários e outros recantos. O conselho conjunto das autoridades é a manutenção dos cuidados como uso de máscara, limpeza das mãos com álcool gel e manter o isolamento social ou a quarentena a fim de que a doença não se prolifere mais e cause o estrangulamento dos leitos da rede de saúde. 
“Se todos não ajudarem, infelizmente, nos precisaremos entrar não num lockdown, mas entrar num distanciamento social avançado”, disse o governador ao lembrar que 39 famílias já tiveram a perda de seus entes queridos pela doença. “Precisamos ser sábios neste momento, de fazer aquilo que já deveríamos estar fazendo. O caos ainda não está instalado, mas precisamos da cooperação de todos para sairmos desta situação”, advertiu. 
Marcos Rocha passou parte da entrevista criticando sites que ele considera contrário ao seu Governo e que foi inclusive vítima de um fake News (contaminação pelo Covid – 19). O governador atribuiu a esses sites o fato do Estado não ter conseguido fechar negócio na locação do hospital Prontocordis. Segundo ele, as fofocas espalhadas na mídia se transformaram em grandes empecilhos para fechar o contrato com o hospital. 
Sobre a compra do Regina Pacis, o governador disse que preferiu manter o silêncio e não anunciar a aquisição da antiga maternidade. “Compramos quietos porque senão iriam dizer que estava superfaturado. Lá teremos mais ofertas de leitos, está em obra e outra parte do hospital será ampliada. Estamos trabalhando juntos com a Prefeitura nesta situação para evitar o colapso do nosso sistema de saúde”, ressaltou. 
HILDON CHAVES
Mais objetivo nas colocações, o prefeito Hildon Chaves celebrou a parceria com o governo e conclamou a população a cumprir as regras de distanciamento e de higiene para evitar algo pior. “Essa coletiva tem um simbolismo muito grande, significa a união das duas esferas de poder para o combate a um inimigo comum, um inimigo que está nos causando muitos problemas”, disse Hildon. 
Segundo ele, Sem o apoio da população de Porto Velho, se não houver envolvimento com seriedade e compromisso não haverá avanço no combate à epidemia. “É necessário o compromisso do povo. Quase dois meses de isolamento social parcial, essa crise era para estar resolvida. Naõ era para estarmos hoje com mais de mil infectados, quase 40 mortos. Por bem ou por mal, na alegria ou na tristeza, essa questão vai ter que ser resolvida”, ressaltou. 
Durante seu pronunciamento, Hildon anunciou a locação de um hospital com capacidade para 50 leitos, cujo negócio deve ser anunciado até o final da próxima semana. Ele acredita que a parceria com o Governo, e a população pode resolve a situação dentro de um período de 30 a 40 dias.
E alertou: “Se não caminharmos para o efetivamento dessas medidas teremos que caminhar para esse lockdown. Não temos outra opção. A opção é vencer a batalha”. Se a população não colaborar, iremos passar por tempos sombrios”, finalizou.
PREFEITO
Governo e Prefeitura anunciam plano de ação contra a doença

O governador, Marcos Rocha e o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, apresentaram na tarde desta sexta-feira (8) no Palácio Rio Madeira, sede da administração estadual, o plano de ação “Todos por Rondônia”, que inclui estratégias e requisitos para o combate e controle do novo coronavírus em Rondônia.

O plano foi construído em conjunto pelos dois poderes, para que por meio de uma linguagem única, os casos confirmados de Covid-19 sejam controlados com o apoio da população.

Com ações efetivas integradas, como ampliação de leitos, distanciamento social ampliado e medidas de mitigação, o plano foi construído para ser executado em quatro fases. No eixo de ampliação de leitos, o que está planejado são 207 leitos clínicos a mais para lidar com os casos clínicos e 66 novos leitos de UTI.

“A Prefeitura está locando também um hospital com aproximadamente 50 leitos intermediários. É bastante provável que até o fim da semana que vem esta negociação esteja concluída, a população precisa dessa retaguarda”, anunciou o prefeito.

DISTANCIAMENTO

As medidas de distanciamento social foram construídas baseadas nas taxas de ocupação de leitos. Elas devem ocorrer em 4 fases: 1- distanciamento social ampliado; 2 – distanciamento social seletivo; 3- abertura comercial seletiva e 4- abertura comercial ampliada e prevenção continuada.

Na fase 1, é prevista a movimentação dos cidadãos somente para realização de compras ou para o trabalho, comércio aberto somente para serviços essenciais, suspensão de visitas às unidades prisionais, asilos e hospitais, home office para servidores e trabalhadores no geral e a proibição de reuniões e aglomerações com mais de cinco pessoas.

Já na fase 2, deve haver a manutenção do funcionamento das atividades da fase 1, isolamento apenas de pessoas em grupo de risco, visitas às unidades prisionais, asilos e hospitais suspensas, home office para servidores e trabalhadores no geral, proibido reunião ou aglomeração com mais de cinco pessoas e abertura das demais atividades que não promovam aglomerações e risco de contaminação.

A fase 3 inclui manutenção do funcionamento das atividades da fase 1 e fase 2, manutenção do distanciamento social das pessoas em grupo de risco, visitas as unidades prisionais, asilos e hospitais suspensas, manutenção do home office para servidores e trabalhadores, abertura de restaurantes (com consumo no local), respeitando-se as regras de distanciamento social e a proibição de aglomerações acima de 30 pessoas.

Por fim, a fase 4 prevê reabertura total, manter os hábitos e cuidados para evitar contaminação e obrigação de utilização de máscaras por 120 dias após o início da fase 3, ainda com a previsão de multa civil. A entrada e saída de cada fase dependem de alguns critérios.

A entrada da fase 1 é baseada de acordo com a taxa de ocupação de leitos de UTI e crescimento do número de casos dobrando a cada dois dias. Da fase 1 para a 2, além da ocupação dos leitos, vem o crescimento desacelerado nos últimos 14 dias. Da fase 2 para a fase 3, são considerados os casos confirmados caindo nos últimos 21 dias (com índice de testes realizados igual ou superior).

A mudança da fase 3 para a 4 considera a ocupação dos leitos de UTI inferior a 20% na macrorregião de saúde, com casos confirmados zerados nos últimos sete dias. “Nós vamos conseguir pelo menos tentar reduzir os números de forma que caibam na quantidade de leitos que a gente tem conseguido com o trabalho árduo do secretário de saúde, do prefeito e das equipes de saúde municipal e estadual”, disse o governador ao afirmar que no momento ainda não será aplicada a estratégia de lockdown, mas que a mesma também não é descartada caso a população não contribua.

Para a execução deste plano, o governo e a prefeitura precisam do apoio dos deputados na aprovação de atos diversos da estratégia, e do Ministério Público na fiscalização e apoio quanto a atuação da força policial e a aplicação do artigo 268 do código penal. A adesão formal à prática da aplicação da multa civil, contando com a disponibilização de agentes fiscais municipais para a fiscalização também está inclusa no projeto.

 
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