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Justiça determina soltura de investigados presos durante a Operação Reduto

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Rogério Gago da Silva e Reginaldo Correia de Lima continuarão respondendo às investigações em liberdade

A Justiça de Rondônia revogou, nesta segunda-feira (27), as prisões preventivas de dois investigados detidos durante a Operação Reduto, realizada pela Polícia Federal com apoio da Controladoria-Geral da União e do Ministério Público de Rondônia.

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Com a decisão, foram colocados em liberdade Rogério Gago da Silva, conhecido como “Tigrão”, e Reginaldo Correia de Lima, chamado de “Negão do Redano”. A revogação das prisões não representa absolvição nem determina o encerramento das apurações, que permanecem em andamento.

Rogério Gago foi preso em sua residência, em Porto Velho, durante o cumprimento dos mandados judiciais da operação. Na época da ação, ele exercia a função de secretário-geral da Assembleia Legislativa de Rondônia e ocupava posição de destaque na estrutura administrativa da instituição.

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Reginaldo Correia de Lima também havia sido preso preventivamente durante a operação. Com a nova determinação judicial, os dois investigados poderão acompanhar em liberdade o prosseguimento das investigações.

Segundo a Polícia Federal, a Operação Reduto apura suspeitas de fraude em licitações, peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Uma das linhas investigativas busca esclarecer um possível desvio de recursos públicos por meio de contas de servidores comissionados da Assembleia Legislativa, prática conhecida como “rachadinha”.

As apurações começaram em 2024, após a análise de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras que apontaram movimentações financeiras consideradas suspeitas.

Durante a fase ostensiva, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva. A Justiça também determinou o afastamento de 11 servidores públicos e autorizou o bloqueio de bens e ativos financeiros no valor de até R$ 9 milhões.

Apesar da soltura dos investigados, a Operação Reduto continua em andamento. As possíveis responsabilidades serão analisadas durante o avanço das investigações e do processo judicial, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

Fonte: O Observador

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