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Lula veta mudanças na Lei da Ficha Limpa e tira da disputa nomes fortes da política rondoniense

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Decisão foi tomada no último prazo possível, inviabilizando qualquer reação do Congresso antes do fechamento do calendário eleitoral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou, no último dia de prazo, as alterações aprovadas pelo Congresso Nacional na Lei da Ficha Limpa. A decisão, publicada às vésperas do fim do calendário legal para mudanças nas regras eleitorais, impede que políticos com condenações ou restrições jurídicas retornem às urnas já nas próximas eleições.

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Na prática, o veto presidencial altera de forma significativa o cenário político em Rondônia. O ex-governador Ivo Cassol, que tinha potencial para disputar o Governo do Estado com chances reais de vitória no primeiro turno, permanece fora da disputa. Também ficam impedidos de concorrer o ex-senador Acir Gurgacz e os ex-deputados federais Natan Donadon e Nilton Capixaba, entre outros nomes tradicionais.

Reflexos em Rondônia

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Com Cassol fora, os pré-candidatos ao Governo de Rondônia – Fernando Máximo, Adailton Fúria e Hildon Chaves – devem buscar o apoio político do ex-governador, que ainda mantém forte influência. Já no Senado, a ausência de Gurgacz abre espaço para nomes como Marcos Rocha, Marcos Rogério, Silvia Cristina, Confúcio Moura e o delegado Rodrigo Camargo, que passam a ter mais chances na corrida pelas duas vagas disponíveis em 2026.

Sem tempo para reação

O veto foi publicado de forma estratégica, na chamada “25ª hora”, o que inviabiliza uma eventual derrubada pelo Congresso. Como o prazo para mudanças na legislação eleitoral termina neste sábado (4), não há tempo hábil para que deputados e senadores revertam a decisão.

Apoios indefinidos

Entre os bastidores, cogita-se que Cassol poderia apoiar o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, caso não consiga reverter sua situação jurídica. Já o grupo de Gurgacz pode se tornar decisivo como fiel da balança nas articulações para o Senado.

Com o cenário praticamente definido, Rondônia terá uma disputa remodelada para o Governo e o Senado, marcada pela ausência de alguns dos seus mais influentes líderes políticos.

 

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