Governador eleito prepara mudança de gestão com equipe técnica reduzida; novo decreto altera regras de acesso às informações do Estado e trabalhos estão previstos para começar no dia 20 de outubro.
O governador eleito de Rondônia, Marcos Rogério (PL), definiu o deputado federal reeleito Lúcio Mosquini (PL) como coordenador da equipe de transição do governo estadual. A escolha marca uma das primeiras medidas de preparação da nova administração, que assumirá o comando do Estado em janeiro de 2027.
O anúncio ocorreu durante entrevista à Rádio 97,9 FM, em Machadinho d’Oeste. Na ocasião, Marcos Rogério explicou que pretende realizar uma transição administrativa com poucos integrantes, priorizando profissionais com conhecimento técnico e experiência na gestão pública.
A principal missão de Mosquini será coordenar o levantamento da situação financeira e administrativa do Estado, incluindo contratos, dívidas, despesas, recursos disponíveis e compromissos assumidos pelo atual governo.
Em declarações à imprensa, o parlamentar afirmou que pretende apresentar ao governador eleito um diagnóstico detalhado da administração estadual, permitindo que a futura gestão conheça as condições em que receberá o governo.
Ao comentar sua escolha, Lúcio Mosquini destacou que a transição terá caráter exclusivamente técnico e descartou utilizar a função para promover perseguições políticas ou interferir na atual administração.
O deputado explicou que os integrantes da equipe serão responsáveis por reunir informações de diferentes setores do governo, sem poder para determinar exonerações ou mudanças administrativas.
Segundo Mosquini, caberá ao governador eleito analisar os dados apresentados e decidir quais medidas serão adotadas após a posse.
Uma das novidades é a alteração na estrutura responsável pela transição do lado do atual governo.
O governador Marcos Rocha (PSD) modificou as regras por meio do Decreto nº 32.125, publicado no Diário Oficial do Estado na quarta-feira (14).
Com a mudança, a coordenação-geral passa à Secretaria-Executiva do Gabinete do Governador, sob responsabilidade de Rute Carvalho Silva Pedrosa, retirando da Casa Civil a função de centralizar as solicitações de informações.
A Casa Civil continuará participando do processo, prestando apoio técnico e operacional.
A regulamentação também mantém o limite de cinco representantes do governador eleito autorizados a acessar documentos e registros oficiais, incluindo o coordenador da equipe.
A previsão divulgada é de que os trabalhos de transição tenham início na próxima terça-feira, 20 de outubro.
Entre as prioridades estarão o levantamento das contas públicas, a identificação de contratos em vigor, a análise das despesas e a avaliação de programas e projetos que deverão ter continuidade na próxima administração.
Até a atualização desta sexta-feira (16), as informações consultadas confirmavam a previsão de início dos trabalhos, mas não permitiam confirmar a publicação da lista completa dos integrantes da equipe no Diário Oficial.
Paralelamente à organização da futura gestão estadual, Marcos Rogério mantém participação nas mobilizações políticas em apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República no segundo turno das eleições de 2026.
Ao lado de lideranças políticas e aliados eleitos, o governador eleito tem participado de carreatas e encontros em diferentes municípios de Rondônia.
A expectativa é que, nos próximos dias, a preparação administrativa ganhe prioridade com a instalação da equipe responsável por organizar a transferência de informações entre os governos.
A transição será uma etapa decisiva para que a nova gestão tenha conhecimento da situação financeira e administrativa de Rondônia e possa estabelecer suas prioridades para os primeiros meses de 2027.
Redação Alerta Rondônia


