Partido afirma que não foi consultado e não reconhece a pré-candidatura de Frota.
Uma movimentação isolada dentro do Partido NOVO em Rondônia gerou repercussão após o filiado Ricardo Frota passar a se apresentar publicamente como pré-candidato ao Governo do Estado, sem qualquer consulta ou autorização formal da direção estadual ou nacional do partido.
O episódio ganhou ainda mais destaque porque, antes desse anúncio unilateral, o NOVO já havia feito convite ao Coronel Régis Braguin para diálogo e avaliação de um projeto político para 2026, dentro dos critérios institucionais do partido. Ao ignorar esse contexto e se lançar publicamente sem alinhamento, Frota não apenas atropela os ritos internos como também desrespeita um nome que vinha sendo tratado com seriedade, o que ampliou a leitura de que houve mais interesse pessoal do que responsabilidade com a construção partidária.
Procurado, o presidente estadual do Partido NOVO em Rondônia, Ítalo Coelho, foi direto ao afirmar que não houve qualquer deliberação interna sobre a suposta pré-candidatura anunciada por Frota: “O Partido NOVO não foi consultado sobre essa pré-candidatura. Trata-se de uma iniciativa pessoal, sem deliberação da direção estadual e sem validação da direção nacional.”
Nesta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, o Coronel Braguin foi exonerado da função de Comandante-Geral da Polícia Militar de Rondônia pelo governador Marcos Rocha. Nos bastidores, a exoneração também é interpretada como um elemento que reforça a independência do coronel e enfraquece narrativas de tutela política, ao mesmo tempo em que evidencia que projetos majoritários não se constroem no improviso, muito menos com anúncios individuais que tentam usar a estrutura partidária como carimbo.
Por Almi Coelho DRT-1207-RO/Alerta Rondônia


