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Pitaco do Coelho 41ª Expoari – Uma grande festa, um rodeio de alto nível e um show que decepciono

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A 41ª Expoari segue demonstrando por que é uma das maiores feiras agropecuárias de Rondônia. A estrutura do evento é digna de elogios, os expositores fizeram bonito e o rodeio mantém um padrão elevado de organização e espetáculo. No entanto, nem tudo foi motivo para aplausos na sexta noite da feira.

Os expositores, mais uma vez, merecem reconhecimento. Os estandes estão bem organizados, com excelente apresentação de produtos e serviços, valorizando empresas locais e regionais. Quem visita a feira encontra inovação, tecnologia e boas oportunidades de negócios.

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Na praça de alimentação, a realidade é bastante diferente. Há opções interessantes e com preços justos, mas também estabelecimentos que cobram caro por produtos que deixam a desejar na qualidade. Minha experiência não foi das melhores: um pastel de carne com queijo apresentou sabor e qualidade abaixo do esperado, enquanto um açaí de apenas 350 ml custava R$ 15 e também decepcionou. O maior alvo de reclamações, porém, são as bebidas. Ouvi diversos relatos de água sendo vendida por R$ 15 na arena e energético pequeno chegando a R$ 20. Valores que, convenhamos, passam da conta.

A estrutura do palco principal merece destaque positivo. Moderna, bonita e muito bem planejada, transmite uma imagem de grande evento e proporciona excelente impacto visual ao público.

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O rodeio continua sendo um dos grandes protagonistas da Expoari. Touros de qualidade, peões competitivos, equipe de arena eficiente e um locutor que sabe conduzir o espetáculo mantêm o público envolvido do início ao fim.
Agora, o ponto mais esperado da noite: o show de Zé Felipe.

É inegável que ele atrai multidões. Entretanto, musicalmente, o espetáculo ficou muito aquém do esperado. Talvez seja mais conhecido por ser filho do consagrado Leonardo do que propriamente pelo talento vocal.

O excesso de Auto-Tune praticamente domina toda a apresentação, dando a impressão de que a tecnologia tenta compensar limitações vocais. Seu repertório também carece de identidade. Em alguns momentos parece sertanejo, em outros funk, pop, música eletrônica ou house. Falta personalidade musical.

Outro aspecto que chamou atenção foi a ausência de integração entre os recursos tecnológicos utilizados. Hoje, grandes shows trabalham com sincronização entre banda, telões, efeitos visuais e mixagens inteligentes que enriquecem a experiência do público.

Na apresentação de Zé Felipe isso praticamente não aconteceu. Os telões exibiam imagens sem grande interação com o que acontecia no palco, e a produção deixou de explorar recursos que poderiam elevar o espetáculo.

A qualidade do áudio também ficou abaixo do esperado. Havia potência de sobra, mas faltou equilíbrio. Em vários momentos os graves, médios e agudos pareciam disputar espaço, gerando um som distorcido, por vezes “rachado”, dificultando até mesmo a compreensão das letras.

As bailarinas cumpriram seu papel, mas também deixaram a sensação de repetição. Figurinos praticamente iguais durante toda a apresentação, coreografias previsíveis e pouca interação com o público reduziram o impacto visual. Já a iluminação e os efeitos de pirotecnia foram competentes e ajudaram a salvar parte da experiência.

No fim das contas, saí com a impressão de que assisti a um espetáculo excessivamente dependente de tecnologia, mas que careceu justamente do principal: música de qualidade.
Talvez os mais jovens tenham uma percepção diferente da minha.

Faz parte. Cada geração possui seus gostos. Mas, para quem cresceu ouvindo artistas que entregavam voz, presença de palco, banda afinada e repertório marcante, o show deixou muito a desejar.

A Expoari continua sendo uma grande festa. O rodeio segue excelente. A estrutura está de parabéns. Só ficou a sensação de que, nesta sexta noite, o palco principal merecia um artista que entregasse um espetáculo à altura da grandiosidade do evento.

 

Ítalo Coelho – DRT 1120

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