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Ataques ao sistema financeiro desviam cerca de R$ 25 milhões por meio do Pix

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Criminosos teriam fracionado transferências para contornar novas medidas de segurança anunciadas pelo Banco Central

Novos ataques contra instituições do sistema financeiro resultaram no desvio de aproximadamente R$ 25 milhões por meio do Pix. Segundo informações publicadas originalmente por O Globo, cerca de R$ 4 milhões foram retirados da E2 Pay e outros R$ 21 milhões do Banco Triângulo. Os valores desviados pertenciam às instituições, sem impacto direto nas contas dos clientes.

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Os ataques ocorreram no sábado (6 de setembro de 2025), um dia após o Banco Central anunciar novas medidas para reforçar a segurança do Sistema Financeiro Nacional diante do aumento de fraudes e da atuação de grupos criminosos contra instituições financeiras e de pagamento.

Entre as mudanças estabelecidas pelo BC estava uma limitação para determinadas transferências via Pix ou TED acima de R$ 15 mil realizadas por instituições de pagamento sem autorização de funcionamento ou por meio de provedores de serviços de tecnologia da informação. A medida buscava dificultar movimentações de grandes valores em ataques cibernéticos.

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De acordo com pessoas ouvidas pela reportagem, os criminosos teriam conseguido contornar a restrição dividindo os valores em várias transferências de aproximadamente R$ 10 mil. Apesar disso, o montante desviado foi significativamente inferior ao registrado em ataques anteriores contra empresas de tecnologia ligadas ao sistema financeiro.

Em ocorrências anteriores, ataques envolvendo a C&M Software teriam provocado desvios superiores a R$ 800 milhões, enquanto o episódio relacionado à Sinqia ultrapassou R$ 700 milhões. Esses casos contribuíram para que o Banco Central endurecesse as regras de segurança destinadas às instituições e aos prestadores de serviços tecnológicos.

Em nota, o Banco Central informou que vem adotando diferentes ações para aumentar a proteção do sistema financeiro e que também mantém colaboração com órgãos responsáveis por investigações e persecução criminal, incluindo forças policiais e o Ministério Público.

O Banco Triângulo informou que, no caso envolvendo a instituição, o ataque cibernético foi direcionado ao próprio sistema do banco, que possui conexão direta com o Banco Central. Segundo a empresa, a dinâmica foi diferente de episódios anteriores, nos quais criminosos exploraram falhas em empresas intermediárias de tecnologia.

Até a publicação original da reportagem, a E2 Pay ainda não havia apresentado posicionamento sobre o episódio.

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