Com a entrada em vigor das novas tarifas dos Estados Unidos prevista para esta sexta-feira (2), o governo Lula enfrenta uma semana crucial em meio à falta de avanços nas negociações com Washington. Sem diálogo direto com o presidente Donald Trump, a estratégia do Planalto agora é mitigar os danos econômicos e preservar empregos.
A equipe econômica deve entregar até quarta-feira um plano emergencial ao presidente Lula, com medidas como linhas de crédito com juros subsidiados, compras públicas de produtos afetados, criação de fundo emergencial e exigência de contrapartidas sociais.
As tarifas atingirão mais de 10 mil empresas brasileiras, afetando setores industriais, agrícolas e minerais. Pequenos exportadores são os mais vulneráveis. Portos e aeroportos já enfrentam incertezas nas remessas com destino aos EUA.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, responsabilizou aliados de Jair Bolsonaro, como Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, por prejudicarem as negociações com os norte-americanos. “Saiam do caminho. Vocês perderam a eleição”, disparou Haddad.
O governo também formalizou denúncia na Organização Mundial do Comércio (OMC) e aguarda o avanço das medidas para avaliar retaliações. Enquanto isso, Donald Trump anunciou um novo acordo comercial com a União Europeia, com tarifas de 15%, percentual bem inferior aos 30% impostos ao Brasil, acirrando ainda mais a tensão diplomática.


