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Polícia não indicia Bolsonaro e responsabiliza militar por porte de arma apreendida

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) decidiu não indiciar o ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que apurou a apreensão de uma arma de fogo ocorrida em junho deste ano. O relatório final da investigação foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aponta como único indiciado o sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho.

De acordo com a investigação, Estácio foi indiciado pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. A PCDF concluiu que, apesar de o militar possuir porte funcional em razão de sua atuação na segurança presidencial, ele transportava uma arma registrada em nome de Bolsonaro sem autorização formal e em desacordo com as exigências previstas no Estatuto do Desarmamento.

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No relatório, a Polícia Civil sustenta que o porte funcional não autoriza agentes públicos a portar armas registradas em nome de terceiros fora das hipóteses previstas em lei.

Em depoimento prestado no último dia 23 de junho, Jair Bolsonaro afirmou que a arma permaneceu em sua residência após uma operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal. Segundo o ex-presidente, durante a ação ele solicitou que o armamento permanecesse no imóvel por considerar necessária a proteção da residência, onde vivia com mulheres da família.

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Bolsonaro também declarou que, no dia 15 de junho, percebeu uma falha mecânica na arma e acionou o sargento Estácio Leite da Silva Filho para verificar o problema. Conforme seu relato, o militar retirou o armamento da residência sem sua autorização.

O ex-presidente afirmou ainda que só tomou conhecimento da apreensão da arma após ser informado pelas autoridades sobre a ocorrência.

Com o envio do relatório ao STF, caberá agora à Procuradoria-Geral da República (PGR) analisar as conclusões da investigação e decidir sobre eventual oferecimento de denúncia contra o militar indiciado.

Fonte: Jovem Pan

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