A sessão desta terça-feira na Comissão de Infraestrutura do Senado Federal foi marcada por intensos embates entre a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o senador Marcos Rogério (PL-RO), que presidia os trabalhos. O episódio culminou com a saída da ministra do plenário após um novo bate-boca, desta vez com o senador Plínio Valério (PSDB-AM).
A tensão começou quando Marina Silva afirmou ter se sentido ofendida por declarações do senador Omar Aziz (PSD-AM) e passou a criticar a forma como Marcos Rogério conduzia a reunião. Durante sua fala, o senador rondoniense cortou diversas vezes o microfone da ministra, impedindo sua continuidade, além de ironizar as queixas feitas por ela.
Visivelmente irritada, Marina respondeu:
“O senhor gostaria que eu fosse uma mulher submissa. E eu não sou”.
O ambiente ficou ainda mais carregado quando a ministra se desentendeu com o senador Plínio Valério, em mais uma troca de acusações e interrupções. Diante da situação, Marina Silva optou por se retirar da reunião, afirmando que não aceitaria ser desrespeitada.
O episódio gerou forte repercussão nas redes sociais e na imprensa. O jornalista Octavio Guedes, da GloboNews, criticou duramente o comportamento de Marcos Rogério:
“Tutucas! Só tem coragem de falar assim com mulher. Vergonha para os rondonienses”, declarou durante um comentário ao vivo.
A atitude do senador foi classificada por internautas e analistas como autoritária e misógina, levantando discussões sobre o tratamento destinado a mulheres em cargos de poder no Brasil.
Até o momento, nem Marcos Rogério nem Plínio Valério se manifestaram oficialmente sobre o episódio. Já a assessoria da ministra Marina Silva divulgou nota destacando que “a ministra não aceitará ser silenciada ou desrespeitada em nenhum espaço institucional”.

