A Estação Ecológica Soldado da Borracha, situada entre os municípios de Porto Velho e Cujubim, foi palco de uma importante articulação nesta sexta-feira (16). Em uma iniciativa que reuniu forças da segurança pública, órgãos ambientais do Estado e lideranças comunitárias, foram debatidas estratégias integradas para enfrentar um dos maiores desafios ambientais da região: o avanço das queimadas, do desmatamento e da exploração ilegal de madeira.
O encontro reforçou a necessidade de ações preventivas, educativas e repressivas para conter os danos ambientais que, ano após ano, têm comprometido a biodiversidade, a qualidade do ar e o modo de vida de comunidades tradicionais e extrativistas da região do Vale do Jamari.
Entre os presentes estavam o tenente-coronel PM Rodrigo Arivabene Coelho, comandante do Comando de Policiamento Especializado (CPE), e o tenente-coronel PM Railinson Baumann Lopes, comandante do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), além de representantes da SEDAM, Casa Civil, associações locais e moradores da região.
“Nossa presença aqui reafirma o compromisso da Polícia Militar em atuar de forma preventiva, próxima das comunidades e em cooperação com os órgãos ambientais”, afirmou o tenente-coronel Arivabene.
Ações de conscientização junto às populações locais, intensificação da fiscalização em áreas de proteção e apoio técnico às comunidades extrativistas foram alguns dos pontos centrais debatidos. A proposta é consolidar um plano de atuação contínua e interinstitucional, especialmente com a chegada do período seco, quando os focos de calor se intensificam na Amazônia.
“Estamos seguindo as diretrizes do nosso Comandante-Geral, coronel Régis Braguin, que orienta o fortalecimento da cooperação entre instituições e o diálogo direto com as comunidades. Preservar nossas florestas é responsabilidade de todos.”
A importância da unidade
A reunião também contou com a presença de técnicos da Coordenadoria de Proteção Ambiental (COPAM/SEDAM) e da Coordenadoria de Unidades de Conservação (CUC/SEDAM), que ressaltaram a vulnerabilidade das áreas protegidas diante da pressão por exploração ilegal.
Com ênfase na escuta das lideranças locais e moradores tradicionais, a iniciativa buscou fortalecer o vínculo entre o Estado e quem vive na floresta, reconhecendo o papel essencial dessas comunidades na preservação dos ecossistemas amazônicos.
Caminhos para a preservação
Em meio ao agravamento da crise climática e ao avanço do desmatamento na Amazônia Legal, iniciativas como essa ganham ainda mais relevância. O diálogo entre governo, forças de segurança e comunidades representa um passo importante rumo à governança ambiental efetiva e à proteção das florestas.
A expectativa agora é que as ações discutidas avancem rapidamente para o campo prático, garantindo mais presença do Estado, apoio às comunidades e defesa das Unidades de Conservação que resistem na linha de frente da proteção ambiental em Rondônia.



