A suspeita de intoxicação alimentar em cinquenta alunos da rede municipal de Ouro Preto do Oeste, interior de Rondônia, acendeu o sinal de alerta para a qualidade das refeições que são oferecidas aos estudantes na rede pública de ensino do Estado e dos municípios.
No final de agosto o assunto foi amplamente discutido por parlamentares e profissionais de saúde, durante uma audiência pública realizada no plenário da Assembleia Legislativa em Porto Velho.
Foi defendida a proposta de ampliação do quadro de nutricionistas nas escolas públicas para evitar que casos semelhantes ao registrado em Ouro Preto se repita em outras regiões.
Durante a audiência, ficou ressaltado que o planejamento de cardápios e o acompanhamento de sua execução nas escolas deve estar aliados para o alcance do objetivo do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).
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Juliana Closs Correia, coordenadora do curso de Nutrição de uma faculdade particular, destaca a amplitude do Pnae, inclusive no aspecto de aproveitamento do aluno em sala de aula.
A nutricionista Estéfanie Queiroz da Souza Silva, do Conselho Regional de Nutrição da 7ª Região, questionou o número de vagas abertas para nutricionistas no último concurso público do Governo. Segundo ela, há uma demanda de mais de 200 mil alunos de escolas da rede pública estadual e o Governo abriu apenas cinco vagas para nutricionistas.
Em resposta, Benilce Matos, gerente de Provimento da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), explica que o governo tem conhecimento da necessidade de aumentar o número de vagas para atender a demanda do Estado. No entanto, afirma que, atualmente a Seduc está no limite prudencial dos gastos e que não tem condições de abrir novos concursos públicos.
Mas a gerente ressalta que o governo precisa buscar recursos para novas contratações e que havendo condições, outras coordenadorias regionais serão atendidas e, provavelmente, um concurso público poderá ser feito em 2018.



