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Entenda o que São Paulo, Sevilla e DIS precisam acertar para saída de Ganso

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A transferência de Paulo Henrique Ganso do São Paulo para o Sevilla depende de um acerto na divisão do dinheiro entre os clubes, o grupo DIS e o jogador. O presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, reconheceu a saída iminente na última terça-feira. A proposta dos espanhóis é de € 9,5 milhões (R$ 34,6 milhões), e o Tricolor quer receber o pagamento à vista de € 5 milhões (R$ 18,2 milhões). O clube tem 32%, e a empresa possui 68% dos direitos econômicos.
O desenho da negociação revelado pelo GloboEsporte.com agrada ao São Paulo, mas não à empresa que detém parte dos direitos. Além disso, há sinalização de que o Sevilla poderia tentar parcelar o pagamento, opção que o Tricolor não aceitaria.
Nesse formato, a DIS ficaria com € 4 milhões (R$ 14,5 milhões) e poderia ter 20% de uma venda futura (cláusula a ser negociada). Os € 500 mil (R$ 1,8 milhão) restantes seriam do jogador, que tem por contrato direito a uma parte da venda. Mas ele está disposto a abrir mão para selar a transferência. Não está definido quem ficaria com esse montante.
A DIS topa ceder para fechar o acordo, mas não vê com bons olhos essa divisão. Por isso, seguirá negociando os valores com o Tricolor após o retorno da delegação de Medellín, na Colômbia, onde o time enfrentará o Atlético Nacional, nesta quarta-feira, pela segunda semifinal da Taça Libertadores. A transferência só será fechada após o fim da participação da equipe na competição continental. Se o Tricolor garantir vaga na final, Ganso estará à disposição.
O São Paulo entende o desejo do meia de jogar na Europa e sabe que ele poderá assinar pré-contrato a partir de março, mas argumenta que não tinha o interesse de vendê-lo. Dos R$ 23,9 milhões investidos em 2012, quando o contratou do Santos, o clube pagou R$ 16,4 milhões, e a DIS R$ 7,5 milhões.
O grupo empresarial tenta recuperar o investimento e quer reequilibrar a divisão do dinheiro, mas sabe que essa é a única chance de lucrar antes do término do contrato. Conta a favor do camisa 10 a boa relação com Delcir Sonda, dono da DIS, que não pretende colocar empecilhos no futuro de Ganso.

O Sevilla aproveita a proximidade do término do vínculo para barganhar condições melhores. O diretor de futebol do clube espanhol, Ramon Rodriguez Verdejo, relatou otimismo e disse ter o lado financeiro claro, mas classificou o negócio como “operação complexa” por “circunstâncias alheias ao Sevilla”.
Em recuperação de um estiramento na coxa direita, Ganso deve retornar em mais uma semana, segundo Edgardo Bauza. Caso o Tricolor não siga na Libertadores, ele pode ter feito sua despedida na vitória por 2 a 1 contra o Fluminense, no dia 29 de junho.
Para avançar na Libertadores, o São Paulo terá de vencer por dois gols de diferença, desde que marque ao menos três vezes (3 a 1, 4 a 2, 5 a 3…). Se devolver o 2 a 0 do primeiro duelo a decisão da vaga vai para os pênaltis.

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