Expedito Júnior é o terceiro senador cassado no Brasil

Propaganda do ar

A cassação do senador Expedito Júnior (PSDB-RO) entra para a história como o terceiro episódio da Casa. Antes de Expedito Júnior, acusado de cometer abuso de poder e comprar votos nas eleições de 2006, foram cassados os senadores Luiz Estevão (PMDB-DF) e João Capiberibe (PSB-AP).

Estavão caiu em desgraça no dia 28 de junho de 2000, quando os senadores o cassaram por quebra de decoro. Ele era suspeito de participar de um esquema que desviou R$ 169,5 milhões de recursos federais destinados à construção do prédio do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo. Até hoje ele foi o único senador a perder o mandato com os votos dos colegas em plenário.

A cassação de Estavão quase levou com ele outros dois senadores. Antônio Carlos Magalhães e José Roberto Arruda precisaram renunciar em maio de 2001 porque quase perderam o mandato depois que uma funcionária do Senado afirmou que Arruda violou uma lista em que constavam os votos secretos dos senadores que cassaram Estevão. Arruda revelou em seguida que só violou o painel do Senado a pedido de ACM. 

Naquele mesmo ano, Jader Barbalho (PMDB-PA) – outro presidente do Senado – também precisou renunciar depois de acusado por quebra de decoro. Ele teria mentido ao Senado sobre seu suposto envolvimento no desvio de verbas do Banpará (Bando do Estado do Pará). Hoje ele é deputado federal.

Três anos depois, uma nova cassação. Dessa vez o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tirou o mandato de Capiberibe por compra de votos na eleição que o elegeu, em 2002.

ACM e Jader não foram os únicos figurões que precisaram se equilibrar na corda bamba. Em julho de 2007, Joaquim Roriz (PSC-DF) também renunciou depois que vazaram conversas telefônicas em que ele negociava a divisão de R$ 2,2 milhões com o presidente do BRB (Banco Regional de Brasília), Tarcísio Franklin de Moura.

Mas talvez o caso mais conhecido tenha sido o de Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele era presidente do Senado em 2007 quando foi absolvido pelo plenário em 12 de setembro por pagar pensão alimentícia de R$ 12 mil à jornalista Mônica Veloso com dinheiro de um lobista da empreiteira Mendes Júnior.

Em dezembro, nova absolvição. Dessa vez, pelo suposto uso de laranjas na compra de rádios em Alagoas. No início da sessão, Renan renunciou à presidência da Casa.

Este ano, outro presidente do Senado precisou se contorcer para tirar a forca do pescoço: José Sarney (PMDB-AP) foi livrado pelos parlamentares que apóiam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Eles arquivaram diversos processos no Conselho de Ética, como a suspeita de que ele teria interferido a favor de um neto, usado seu cargo para favorecer uma fundação que leva seu nome e mentido aos colegas sobre sua responsabilidade nessa instituição.

 

Propaganda do ar

Como você avalia a gestão do Governo Marcos Rocha?

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
airton

airton

Este site acompanha casos policiais. Todos os conduzidos são tratados como suspeitos e é presumida sua inocência até que se prove o contrário. Recomenda-se ao leitor critério ao analisar as reportagens. Nós usamos cookies em nosso site para oferecer a melhor experiência possível.

Para mais informações sobre e-mail
[email protected] whatsapp(69)984065272

Comentários

Com muito ❤ por go7.site