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Júri do Acre condena a 17 anos de prisão o homem acusado de matar militar nascido em Rondônia

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Demorada, emocionante e com muitos desdobramentos. Assim foi o roteiro da audiência de Kennedy Silva Magalhães, acusado de ter provocado a morte do policial militar nascido em Vilhena, Alexandro Aparecido dos Santos, em Rio Branco (AC) no ano passado.

Kennedy Magalhães passou pelo crivo do Júri Popular, por 12 horas, nessa quarta-feira (07) que decretou: 17 anos de prisão no regime fechado.

A audiência ocorreu na 2ª Vara do Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). De um lado, membros do Ministério Público que denunciaram Kennedy à Justiça. Do outro, seu advogado criminal Sanderson Moura que se empenhou ao máximo na defesa do seu cliente. Por horas, ambos debateram e tentaram convencer o Júri sobre responsabilizar ou não o acusado.

A família de Alexandro acompanhou de perto a narrativa da sessão. Vestidos com camisetas que pedia justiça, a mãe, esposa e os próprios companheiros de farda do militar não mediram esforços para acompanhar a audiência.

Do outro lado, o pai, familiares e testemunhas de Kennedy também faziam o seu papel. Tudo sob o olhar da imprensa e do juiz Alesson Bráz responsável por conduzir a audiência e fazer a leitura da pena.

O advogado Sanderson Moura embasou sua defesa nos resultados das perícias. Para ele, houve uma série de erros na elaboração do processo e abuso de autoridade por parte dos policiais na abordagem ocorrida no bairro Novo Horizonte, em agosto de 2016.

Uma das testemunhas, cujo nome não pode ser divulgado, mas que é militar e estava acompanhado o cabo assassinado no momento do crime, afirmou que nenhum dos militares teve suas mãos periciadas.

Na contra mão, o promotor Rodrigo Curti, representante do MP, preferiu manter apenas as explanações feitas em Juízo, alegando, sempre, que Kennedy era o responsável pelo crime e que, por isso, deveria ser condenado e preso. Tanto é que apelou várias vezes ao vídeo que mostra a abordagem feita pelos policiais e o momento do disparo.

Em resumo, por unanimidade, o Júri Popular decidiu pela condenação de Kennedy Magalhães ao cumprimento de 17 anos de prisão inicialmente no regime fechado por crime doloso, com agravante de ter matado um servidor público e em via pública. O advogado Sanderson Moura falou com a imprensa, logo após a audiência, e informou que vai recorrer da decisão.

Após a audiência, os olhares se concentraram para a família do acusado e da vítima. O pai de Kennedy e a esposa de Alexandro deram um abraço. Magalhães, em nome do filho, pediu perdão à família.

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