Palestra expõe mercado nacional e internacional da equicultura durante a Expovale, em Ariquemes

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Ao ministrar palestra na sexta-feira (5), na Exposição de Piscicultura do Vale do Jamari (Expovale), que se encerrou neste domingo (7) em Ariquemes, o ex-ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, falou sobre Os mercados nacional e internacional da aquicultura, destacando a importância de agregar marca e valores ao peixe da Amazônia; e incentivou os piscicultores a investir mais na produção e na qualidade do pescado.

Para Gregolin, Rondônia é referência nacional. O estado já se consolidou como grande produtor, com domínio de tecnologia e acesso ao mercado, e ele acredita que esta atividade, dentro de 10 a 20 anos, será uma das principais praticadas, disputando com o gado.

Ainda segundo ele, o pirarucu caiu na graça dos americanos, porém, a produção não é suficiente para abastecer o mercado internacional, por isso o estado e os piscicultores precisam se organizar e produzir em larga escala.

Gregolin defende a tese da adoção de uma nova estratégia de valorização das espécies de pirarucu, tambaqui e pintado, criando um conceito de peixe exótico, que só tem na Amazônia, agregando marca e valor, associando as espécies à sustentabilidade.

“Produzir peixe para preservar a floresta. Imagina o europeu, que é preocupado com a preservação da Amazônia, pensar que ao comprar uma dessas espécie estará ajudando ao meio ambiente! Esta estratégia agrega marca, possibilitando exportar o pescado com alto valor, proporcionando grande retorno econômico ao produtor e para o estado”, ponderou.

O ex-ministro ainda apresentou dados do relatório da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em que mostra que o Brasil deve registrar um crescimento de 104% na produção da pesca e aquicultura até 2025. E o aumento na produção brasileira será maior até o momento, na região da América Latina, e Caribe, seguido de México (54,2%) e Argentina (53,9%). “A tendência é que o Brasil, nos próximos dez anos, seja o País que mais vai aumentar a produção em termos percentuais”, arrematou.

Segundo Gregolin, os países asiáticos não estão conseguindo aumentar a produção de pescado por estarem limitados com o espaço, problemas com água de qualidade, a poluição entre outras dificuldades encontradas, que ocasionam em oportunidades para o Brasil.

“O nosso País tem potencial. Tem que apostar na produção do pescado. Temos 13% de água doce do mundo, uma costa marítima de mais de oito mil quilômetros, dez milhões de lâminas de águas represadas, clima favorável, espécies novas e nativas, e a matéria-prima para ração, ou seja, nós temos condições e oportunidade de aumentar nossa produção de pescado para a próxima década, para abastecer o consumo mundial, que será cada vez mais crescente”.

Com a perspectiva de aumento do consumo da demanda e os limites dos países asiáticos para aumentar a produção de pescado, o Brasil chama a atenção de grandes investidores, e o preço tende a ser mais valorizado, o que significa mais oportunidade para o Brasil.

O País vai chegar, na avaliação de Gregolin, a uma produção de dois 2 milhões de toneladasano em 2025.

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