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Pessoa com Síndrome Down é homenageada com a cruz do reconhecimento social e cultural

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O fato se torna inédito, em razão da laureada ser pessoa com síndrome de down.

 

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A Câmara Brasileira de Cultura, de forma inédita, resolveu homenagear com a Cruz do Reconhecimento Social e Cultural, Grau Dama Comendadora, a Srta. Stéphanie Agostinho dos Santos, de Manaus, Estado do Amazonas.

O fato se torna inédito, em razão da laureada ser pessoa com síndrome de down, o que a faz ser a primeira dama comendadora reconhecida legalmente no Brasil e talvez do mundo.

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Comendador é o nome concedido ao indivíduo, que recebe uma condecoração honorífica de ordem política, militar ou eclesiástica; alguém que é agraciado com uma comenda, ou seja, um benefício. Atualmente, o termo Comendador ou Comendadora é utilizado como um título distintivo de honra, oferecido por algum tipo de autoridade, às pessoas que se destacam por ajudar a engrandecer a sociedade, seja por trabalhos ou influências sociais, econômicas e políticas.

Assim, a comenda ofertada se dá em decorrência de ser considerado cidadão que acrescenta à nação, exemplo digno de ser seguido por todas as pessoas de boa fé, honestas e de caráter voltado em prol de uma sociedade mais igualitária justa e perfeita”.

A Câmara Brasileira de Cultura, através de sua Academia de Ciências e Artes, vem ao longo de seus 25 anos, homenageando pessoas e instituições que se destacam na sociedade, através dos seus expressivos trabalhos nas mais diversas áreas.

Segundo o Conselheiro Regional Norte da instituição, o Comendador Prof. José Baptista Santos, a CBC apenas cumpre seu papel institucional, que é reconhecer aqueles que se destacam na sociedade. O fato da laureada ser pessoa com síndrome de down, pode até causar certo espanto na maioria das pessoas, mas, conhecendo a trajetória da laureada vamos perceber que é totalmente merecedora da homenagem e ficamos felizes por poder exercer a inclusão social, com méritos.

QUEM É A LAUREADA?

Stéphanie Agostinho dos Santos, tem 22 anos de idade, nasceu na Cidade de São Paulo/SP, em 11 de julho de 2000 e apenas dois meses depois passou a residir em Manaus, capital do Estado do Amazonas.

Apesar de ser pessoa com síndrome de down, leva uma vida normal e está na 2ª Série do ensino médio, sendo que sempre estudou em escola regular. \Ela dançou ballet, de 2008 até 2017, de 2016 até o presente momento, ela faz dança do ventre, adora também, dançar boi-bumbá.

É sócia fundadora da Associação de Pais e Amigos do Down no Amazonas – APADAM, onde é uma das integrantes do Grupo de Dança da APADAM, que é formado por quatro dançarinas (Stéphanie/Bárbara/Larissa e Ingra), elas fazem apresentações de dança do ventre, nos mais variados evento, em Manaus, bem como, em vários programas de TV, duas das apresentações que foram marcantes em 2022, foi a que foram convidadas, para dançarem para a Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, e, também, dançaram pela primeira vez, no Teatro Amazonas, em um evento inclusivo, em homenagem às pessoas com deficiência. Já se apresentaram também, em Curitiba/PR, São Paulo/SP e Maceió/AL.

Há cinco anos, o Grupo de Dança da APADAM, faz apresentações em shows de boi-bumbá inclusivo, projeto do cantor amazonense Carlos Batata, um dos cantores oficiais, do boi-bumbá Garantido. Em 2017, o Grupo de Dança da APADAM, ficou em 1º lugar na categoria de Dança Internacional, na “IV Mostra de Dança e Arte da Educação Especial”, realizado em Manaus.

Em 2022, ela foi uma das 21 pessoas com síndrome de Down classificada, para participar do Projeto de Imersão “ 2ª Expedição 21”, que visa dar independência, para as pessoas com síndrome de Down, esse evento, foi realizado no final de maio/22, na cidade do Rio de Janeiro, onde foi a única representante da Região Norte, na referida Expedição.

Em 2020, o Grupo de Dança da APADAM, foi um dos destaques no carnaval, desfilando pela Escola de Samba Unidos da Alvorada, cujo samba enredo, era sobre pessoas com síndrome de Down.

“Vale salientar que, essas apresentações de dança, são um meio, de mostrarmos para a sociedade de um modo geral, que nós, pessoas com síndrome de Down, temos capacidade, para fazer qualquer coisa, desde que, sejam dadas as oportunidades, bem como, mostrarmos também, que todos nós, devemos sim, estar incluídos na sociedade. o nosso lugar é: “ESTARMOS, AONDE QUISERMOS ESTAR”. Chega de discriminação, e, viva a inclusão”, ressaltou o Sr. Omar Maia dos Santos, presidente da APADAM e pai da laureada.

A Cerimônia de Outorga acontecerá no dia 26 de agosto de 2022, durante o VI Encontro Amazônico da Câmara Brasileira de Cultura, a ser realizado na cidade de Belém, Estado do Pará.

Por ASSESSORIA
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