Como simpatizante da direita e alguém que deseja mudanças no cenário nacional, especialmente no equilíbrio entre os Poderes e no respeito aos limites constitucionais, entendo que a eleição de 2026 será decisiva para o futuro do Brasil.
Diante de tantos episódios que parte da população interpreta como desmandos e afrontas à Constituição por integrantes da Suprema Corte, o foco principal dessa eleição, ao menos para muitos eleitores da direita, não estará apenas em recursos para setores importantes do Estado. A prioridade será garantir representantes que defendam mudanças capazes de restaurar a normalidade institucional e encerrar o medo da perseguição estatal contra a liberdade de expressão.
É justamente nesse ponto que surge minha dúvida em relação à deputada federal e pré-candidata a senadora Silvia Cristina.
O que gera desconfiança em parte do eleitorado conservador é seu histórico político e posicionamento ideológico. Silvia tem origem em um partido tradicionalmente associado à esquerda, o PDT. Soma-se a isso o fato de que, mesmo quando vota alinhada à direita, raramente faz questão de levantar publicamente essas bandeiras com entusiasmo ou protagonismo.
Por outro lado, também existem fatores que transmitem segurança a quem busca uma representação mais alinhada ao campo conservador. Sua filiação posterior ao PL e atualmente ao PP, além da proximidade com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, demonstram um movimento político mais próximo da direita.
Apresentei aqui, sob meu ponto de vista, os aspectos positivos e negativos em termos ideológicos. Contudo, se o critério for trabalho prestado, a resposta tende a ser simples: sim, ela merece reconhecimento.
O apoio e as conquistas em prol do Hospital do Amor representam um dos maiores legados da parlamentar para Rondônia. Basta imaginar como estaria hoje o tratamento contra o câncer no estado sem sua atuação. Certamente a situação seria muito pior, obrigando ainda mais rondonienses a buscar tratamento fora do estado. Isso é extremamente relevante e digno de reconhecimento.
Mas é justamente aí que surge a dúvida cruel: vale a pena colocar em risco esse trabalho e sua continuidade em nome de uma pauta nacional considerada, por muitos, essencial para o futuro do Brasil?
Com a palavra, a própria Silvia Cristina.
Mostre de forma clara e firme que é de direita, que defende essas pautas e que não terá hesitação em apoiar medidas como pedidos de impeachment de ministros do STF e do procurador-geral da República. Uma manifestação objetiva nesse sentido certamente ajudaria a consolidar apoio entre eleitores conservadores.
Isso porque, entre os nomes da direita, existem outras opções colocadas. O deputado Fernando Máximo, por exemplo, aparece como um nome competitivo. Há ainda o pré-candidato Bruno Scheid, que busca associação ao sobrenome Bolsonaro, embora ainda seja pouco conhecido por parte do eleitorado. Até o momento, sua principal identificação pública parece estar justamente na defesa dessas pautas consideradas prioritárias pela direita.
Opinião: Ítalo Coelho – DRT 1120

