TER OU NÃO TER FILHOS, EIS A QUESTÃO!

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Adiar o nascimento dos herdeiros é uma prática cada vez mais comum entre os casais brasileiros. Segundo uma pesquisa do Ministério da Saúde, atualmente 30% das mulheres resolvem ter filhos após os 30 anos. De acordo com a pesquisa Estatística do Registro Civil do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), o número de mães entre 40 e 44 anos aumentou cerca de 20% entre 2005 e 2015.
 
Além disso, o número de filhos por casal também vem diminuindo. Em 2004, eram 2,14 filhos por casal. Já em 2014, o número caiu para 1,74. Outro dado que mostra a mudança nesse cenário é a opção dos casais por não terem filhos. Nos últimos 10 anos, o número de casais sem crianças aumentou de 13,5% para 18,8%.
 
Tem hora certa para ter um filho?
Segundo Denise Miranda de Figueiredo, especialista em terapia de casal e cofundadora do Instituto do Casal, sim! O momento ideal é aquele em que o casal se sente preparado e tem o real desejo de ter um filho. “Um filho irá encerrar um ciclo importante na vida do casal e dará início a uma nova fase, em que ambos irão assumir também outros papéis, o de pai e mãe. A dinâmica do casamento se altera, sendo fundamental que o casal consiga dialogar, expressar seus afetos para adaptar se à nova fase”, explica Denise.
 
Falando em hora certa, é preciso pensar na questão biológica também. O ciclo reprodutivo da mulher é diferente do homem. Após os 35 anos, é mais difícil engravidar naturalmente, os riscos da gravidez aumentam, havendo maior probabilidade de problemas congênitos, segundo especialistas em reprodução humana. Isso para o homem já se constitui diferente, já que a produção de espermatozoides, em geral, não tem data de validade.
 
Quando um não quer…dois brigam?
Mas, e quando um quer e o outro não, pode realmente ser um problema. Segundo Marina Simas de Lima, especialista em terapia de casal e cofundadora do Instituto do Casal, quando ambos têm desejos e valores diferentes em relação a ter filhos, podem surgir conflitos.
 
“Há pessoas que simplesmente não têm vontade de viver a maternidade ou a paternidade e não há nenhum problema nisso. Poderão realizar outros projetos, como viajar, trabalhar, fazer um projeto social, enfim, algo que traga significado para a vida individual e do casal. Porém, quando um não quer e outro quer, alinhar desejos e projetos de vida diferentes poderá se tornar um grande desafio ou enorme pesadelo para ambos, principalmente quando se gostam muito e a vida a dois flui de uma forma boa”, completa Marina.
 
Segundo as especialistas, a chegada de um filho gera estresse e muitos desafios. Por outro lado, pode fortalecer o vínculo entre o casal por ser um projeto em comum. “Mesmo assim, filhos não são garantia nenhuma de que esse casal vai viver feliz para sempre”, comentam.   
 
“O diálogo entre o casal é uma peça-chave valiosa na relação, um pilar de sustentação onde se faz necessário deixar claro para seu parceiro (a) quais são seus sonhos e intenções para os próximos anos. A ajuda de um mediador, como um terapeuta de casal, por exemplo, pode muitas vezes ajudar a ampliar o diálogo, encontrando as motivações pelas quais gostariam de ter um filho e estabelecendo possibilidades de maior acolhimento e conexão de um para com o outro” finalizam as psicólogas.   
 
 
Leda Sangiorgio
Assessoria de Imprensa

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