sábado, julho 11, 2026
27.1 C
Porto Velho
sábado 11, julho, 2026
- Publicidade -
- Publicidade -

Rondonienses presos e deportados ao tentar entrar clandestinamente nos EUA relatam tortura psicológica e humilhações

- Publicidade -

Mais dois aviões com brasileiros deportados do Estados Unidos chegaram ao Brasil nesta sexta-feira (11), a primeira aeronave desceu no Aeroporto Internacional de Confins em Belo Horizonte, transportando 100 pessoas, já o segundo trouxe de volta para o Brasil, 212 deportados.

Desde do dia 04 de fevereiro, já se somam 692 brasileiros que foram deportadas dos EUA, durante tentativas de ingressar ilegalmente naquele país.

Continua após a publicidade..

Pelo menos nove jaruenses estavam entre os deportados. Ainda na capital mineira, um casal morador da cidade de Jaru que estavam incomunicáveis a 10 dias, entrou em contato com o site Jaru Online, e relatou como foi o seu processo de prisão e deportação.

O casal que foi com uma filha pequena, investiu cerca de R$ 100 mil na aventura. Eles seguiram de avião até o México, em seguida foram levados por Coiotes próximo à divisa com os EUA, no sistema conhecido como “cai cai”, depois correram pelo deserto em direção à fronteira com bolsas e bastante roupa para conter o frio.

Continua após a publicidade..

CONFIRA O RELATO:

“Foi a maior dificuldade e humilhação da minha vida, quase desmaiei várias vezes de fome e esforço. No México tivemos que correr descendo e subindo morros e entrar em bueiros. No outro dia fomos presos por policiais americanos e levados para uma prisão onde fomos separados. Lá, fomos torturados psicologicamente e ameaçados para entregar os coiotes. O local não possuía as mínimas estruturas, os policiais eram grossos e mal educados, realizavam agressões verbais e físicas, não deixavam ir ao banheiro, ficamos 10 dias sem tomar banho, e passamos muita fome. Eles nos davam apenas maçãs” relatou dois jaruenses que  prosseguiram relatando tudo que ocorreu: “jogaram tudo nosso fora, bolsas com roupas e documentos, consegui esconder um celular, nos deram roupas de presidiários, apenas uma muda, a qual permanecemos usando todos os 10 dias que permanecemos presos, sem direito a comunicar nossos familiares.

Nesta sexta-feira decidiram nos enviar para o Brasil, uma amiga de Jaru testou positivo para COVID-19 e teve que permanecer na prisão, já nós, fomos colocados algemados e acorrentados dentro de aviões, sempre tratados com grosseria. Nosso mau cheiro estava quase insuportável e, ao perceberem que estávamos no espaço aéreo brasileiro, os homens principalmente, começaram a descontar verbalmente um pouco da raiva e humilhação. Eles gritavam com os policiais americanos: ‘não somos bandidos, nos respeitem, não merecemos ser tratados assim’. Uma tremenda confusão e gritaria. Chegando em Belo Horizonte, eles retiraram as correntes e algemas rapidamente, para que a imprensa não registrasse a cena.”

Relatou o casal que desceu no aeroporto brasileiro apenas com a roupa do corpo. “Vamos tomar banho, arrumar peças de roupa limpa, e comer, após 10 dias de dificuldades. O Brasil é o melhor lugar do mundo”, ressaltaram os jaruenses.

Fonte: Jaru Onliine

- Publicidade -
Mais lidos
- Publicidade -

Você pode gostar também!

Acessar o conteúdo