Um escândalo de proporções alarmantes abalou a cidade de Ji-Paraná e provocou uma onda de revolta em todo o estado de Rondônia. O vereador Willian Candido (Republicanos), denunciado por abuso sexual contra duas crianças, teve seu mandato preservado por 16 vereadores que votaram contra o pedido de cassação apresentado na Câmara Municipal, apesar das evidências apresentadas no inquérito da Polícia Civil e da denúncia aceita pelo Ministério Público.
O caso ganhou repercussão estadual após reportagens da imprensa local revelarem detalhes das investigações, que apontam para a prática de duplo abuso sexual infantil. A indignação popular aumentou ainda mais diante da postura dos parlamentares, que optaram por manter o vereador em seu cargo, mesmo diante da gravidade das acusações.
Segundo apurações, Willian Candido é considerado um dos principais aliados políticos do prefeito Affonso Candido (PL). Ambos pertencem ao mesmo partido, e o vereador tem sido um voto constante a favor dos projetos do Executivo Municipal. A decisão da Câmara levanta suspeitas sobre uma possível articulação política para blindar o vereador em troca de apoio legislativo.
Nas redes sociais, o assunto dominou o debate público. Centenas de moradores expressam diariamente sua indignação com o que consideram um “acordo de impunidade” que envergonha a cidade e desrespeita as famílias afetadas.
“Isso é um tapa na cara de todos nós. Um crime contra crianças, com provas, e ainda assim ele continua no cargo? Que tipo de mensagem a Câmara está passando para a sociedade?”, comentou uma moradora nas redes sociais.
Famílias das vítimas e entidades da sociedade civil vêm cobrando respostas desde 2023, quando as primeiras denúncias foram protocoladas. O caso se arrasta desde então, e agora, com a decisão legislativa, a sensação geral é de impunidade institucionalizada.
Diversos parlamentares que votaram pela manutenção do mandato são apontados como parte da base aliada do prefeito Affonso Candido. Para opositores e críticos da atual gestão, o episódio escancara o uso político da máquina pública para proteger aliados, mesmo em situações que envolvem crimes gravíssimos.
Apesar da decisão política que preserva o mandato do vereador, o processo judicial contra Willian Candido segue tramitando. O Ministério Público reforçou a gravidade das acusações e mantém a denúncia baseada nas investigações conduzidas pela Polícia Civil.
Organizações de defesa dos direitos das crianças e movimentos sociais prometem mobilizações para pressionar por justiça e pela cassação do vereador. A sociedade civil exige que o caso não seja abafado e que os responsáveis, políticos ou não, enfrentem as consequências previstas em lei.

