Ex-policial de Rondônia treinou jagunços para promover massacre

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A Polícia Civil de Juína divulgou esta semana que houve participação de um ex-policial (que atuava em Rondônia), no massacre de nove pessoas na Gleba Taquaruçu do Norte, em Colniza (MT) no último dia 19 de abril.

De acordo com informações do delegado regional de Juína, José Carlos de Almeida Júnior, o ex-policial militar Moisés Ferreira de Souza, conhecido como Moisés do COE (Comando de Operações Especiais), era responsável por treinar os jagunços, que chegaram com os rostos cobertos e executaram os homens que estavam na comunidade. Ele está foragido de uma ação penal que responde junto com Ronaldo Dalmoneck pelo crime de roubo. A Polícia Civil suspeita que ele tenha participação nos assassinatos em Colniza. Já Ronaldo é o empresário do ramo de madeireiras e seria o mandante do crime.  

Esses mesmos pistoleiros, que são na verdade matadores de aluguel, também seriam assaltantes de bancos, tendo no currículo criminal diversos crimes em Rondônia, além de prestarem serviços como pistoleiros no Amazonas e Mato Grosso.

“Atendiam conforme a demanda repassada por quem contratava os serviços. E nós só conseguimos chegar até eles por conta da tragédia,  já que antes havia denúncias, mas bem distante porque a população temia pela segurança”, disse.

 Segundo o delegado, o inquérito policial ainda terá desdobramentos, mas as investigações iniciais apontam que o conflito começou porque no começo da gleba foi montada uma Cooperativa Agrícola Mista de Produção, denominada Roosevelt no Distrito de Guatá, em Colniza, e lá o antigo presidente acabou vendendo os 42 mil hectares de terras consideradas irregulares. Atualmente, 15 mil hectares estão ocupados pelos trabalhadores rurais.

“No meio dessa área havia muita madeira. E, com o tempo ela acabou mudando de nome para Taquaruçu. Só que o atual presidente começou a reivindicar junto com os cooperados a área que foi vendida. E, por conta disso as testemunhas contaram que começaram as discussões, porém nós não sabemos valores porque não tivemos acesso aos contratos”, detalhou o policial. 

Durante vistoria na área atacada, o delegado também afirmou que a equipe da força-tarefa se sentiu surpresa já que também foi descoberto minério na região.

A nossa reportagem já manteve contato com o comando do 3º Batalhão da Polícia Militar em Vilhena, pedindo informações sobre o acusado. A corporação prometeu fazer uma pesquisa para dizer em que cidade de Rondônia Moisés atuou.

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