De acordo com um depoimento atribuído à própria vítima, os atos sexuais cometidos pelos agressores ocorreram contra a vontade dela. A vítima tentou se matar após ser abusada.
Na manhã de domingo, dia 31, uma unidade da Polícia Militar dirigiu-se ao Hospital Regional de Vilhena, para onde havia sido levada uma jovem de 19 anos após ter sido vítima de um estupro coletivo no bairro Alvorada. O episódio, no entanto, foi além da violência sexual. Na unidade de saúde, a irmã e o cunhado da vítima relataram que a jovem estava na casa de sua mãe, participando de uma reunião familiar. No evento, os presentes assavam carne e consumiam bebidas. A proprietária da casa — mãe da jovem estuprada — disse que já era tarde e que iria se deitar. A jovem e seu marido, então, foram para outra festa em uma casa do outro lado da rua. Por volta das 3h da manhã, ela entrou em contato com a mãe via WhatsApp e disse que havia discutido com o marido, que fora embora, deixando-a sozinha no evento. Em determinado momento, dois participantes da festa (um homem de 24 anos e um adolescente de 17) começaram a beijar a convidada. Em seguida, os dois levaram a vítima para uma área gramada nos arredores do bairro, onde retiraram suas roupas e mantiveram relações sexuais com ela. De acordo com um depoimento atribuído à própria vítima, os atos sexuais cometidos pelos agressores ocorreram contra a vontade dela. Ela entrou em contato com uma testemunha e relatou o estupro. Mais tarde, a mesma denunciante foi à casa de sua irmã, onde reiterou que havia sofrido abusos. O cunhado da jovem contou que a encontrou tentando se enforcar com uma corrente de cachorro, pendurada em uma viga no quintal de sua casa. Ele conseguiu socorrê-la, mas ela já estava inconsciente. Nesse momento, o casal foi até a casa da mãe da jovem para informá-la do ocorrido. Ao retornarem, ela estava novamente tentando se enforcar — um ato atribuído ao abuso sexual que acabara de sofrer. Mais uma vez, o casal prestou-lhe socorro. A equipe de resgate do Corpo de Bombeiros prestou os primeiros socorros no local e transportou a jovem para o Hospital Regional de Vilhena para avaliação e tratamento médico. Devido ao estado psicológico de extrema angústia da vítima, não foi possível apresentá-la imediatamente na delegacia para a formalização dos procedimentos cabíveis. Ainda no hospital, a freira confirmou a acusação contra os dois autores do estupro da vítima, que foi encontrada coberta de mato. Ela revelou também que câmeras de vigilância instaladas nas proximidades registraram o momento em que os dois agressores arrastaram a vítima até o local do estupro. Os dois acusados foram encontrados pela polícia dormindo em suas residências. O menor negou, inicialmente, ter cometido o ato sexual forçado, mas posteriormente confessou o crime na delegacia. Além disso, a própria mãe dele possui imagens que mostram os dois, juntamente com a vítima, dirigindo-se ao terreno aberto onde ela foi estuprada.

