A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (18), as operações Trato Sujo II e Trono de Ferro II, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar na extração ilegal de cassiterita em garimpos clandestinos no estado do Amapá, além de promover a lavagem de dinheiro proveniente da atividade ilícita.
Durante a ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Amapá. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal do Amapá.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso seria responsável por explorar ilegalmente grandes quantidades de cassiterita, utilizando um sofisticado esquema para ocultar a origem do minério e dos recursos obtidos com a atividade.
As apurações revelaram que os investigados promoviam o chamado “esquentamento” do minério, utilizando documentação fraudulenta para inserir no mercado formal mais de 670 toneladas de cassiterita extraídas clandestinamente.
Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa movimentou mais de R$ 200 milhões, causando expressivos prejuízos à ordem econômica e sérios danos ao meio ambiente.
Desdobramento da Operação Trono de Ferro
A nova fase é um desdobramento da primeira etapa da Operação Trono de Ferro, realizada em 19 de fevereiro de 2026. Na ocasião, foram cumpridos 36 mandados judiciais, resultando na prisão de seis pessoas e no bloqueio de aproximadamente R$ 405 milhões em bens e valores.
Nesta quinta-feira, além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de mais R$ 250 milhões em bens dos investigados. Com isso, o total de valores indisponibilizados durante toda a investigação ultrapassa R$ 650 milhões.
As medidas cautelares têm como objetivo interromper as atividades da organização criminosa, aprofundar a coleta de provas e identificar outros envolvidos no esquema.
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de organização criminosa, usurpação de bens da União, extração ilegal de recursos minerais, lavagem de dinheiro, falsidade documental, além de outros delitos que poderão ser identificados ao longo das investigações.

