A Polícia Federal (PF) cumpriu, na noite desta quarta-feira (20), um mandado de busca pessoal e de busca e apreensão contra o pastor e líder religioso Silas Malafaia, no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. A informação foi divulgada pelo Estadão.
Segundo a corporação, foram determinadas medidas cautelares diversas da prisão, como a proibição de deixar o Brasil e de manter contato com outros investigados. O celular do pastor também foi apreendido.
De acordo com a PF, Malafaia foi abordado pelos agentes ao desembarcar de um voo vindo de Lisboa, Portugal, e encaminhado para prestar depoimento ainda nas dependências do aeroporto.
Contexto e repercussão
A inclusão de Malafaia nas investigações já havia provocado reações no meio político e jurídico. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça fez alerta a colegas da Corte, e o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) também se manifestou sobre o caso.
O episódio ocorre em meio a um ambiente de tensão entre setores conservadores e o Judiciário, marcado por debates em torno da liberdade de expressão, de decisões do STF e da aplicação de sanções internacionais, como as previstas na Lei Magnitsky.
Silas Malafaia, que mantém forte influência política e religiosa, ainda não se pronunciou oficialmente sobre a operação.

