Você lembra o que Rondônia ganhou com o mandato de senador de Marcos Rogério? Pois é… a maioria do povo também não lembra. E isso não é à toa.
Desde que foi eleito em 2014, o agora senador Marcos Rogério desviou o foco da boa política para viver uma obsessão pessoal: o poder pelo poder. Não se trata de ideologia, de projeto para o Estado, ou de compromisso com a população. Trata-se de ego. Puro e inflado ego.
Nos últimos anos, ele se transformou em porta-voz de uma polarização burra, que só dividiu ainda mais o Brasil e Rondônia. Passou o mandato inteiro gritando “mito” nos corredores de Brasília, defendendo o ex-presidente Jair Bolsonaro com unhas, dentes e até o bom senso. Mas quando se olha para Rondônia… cadê o legado? Obras? Políticas públicas? Projetos relevantes? Silêncio. Um mandato vazio de entregas.
E o cúmulo da arrogância política veio em 2022, quando, mesmo vendo Marcos Rocha se consolidar como o candidato natural do campo bolsonarista já governador e com apoio do próprio Bolsonaro Marcos Rogério preferiu dividir as forças e lançar-se candidato ao governo. Resultado: foi derrotado. De novo. Porque o povo sabe reconhecer quando alguém trabalha por si mesmo e não pelo Estado.
Aliás, essa não foi a primeira vez. Em 2018, ele também tentou ensaiar movimentos de protagonismo, agindo como se o jogo político fosse um tabuleiro em que ele é o rei e o povo, peões. Mas quem joga com vaidade, perde para a realidade. E o povo rondoniense já mostrou nas urnas o que pensa desse projeto de poder disfarçado de patriotismo.
Agora, como um personagem que se recusa a sair de cena, Marcos Rogério volta a circular nos bastidores, lançando seu nome como pré-candidato ao Senado ou, veja só, ao governo mais uma vez. Como se a rejeição não fosse gritante. Como se a população não estivesse cansada de discursos inflamados e vazios, sem resultado nenhum.
É hora de dizer chega. Rondônia não precisa de gladiadores de palanque. Precisa de líderes que entreguem, que dialoguem, que saibam unir não dividir.
Marcos Rogério teve sua chance. Teve tempo, visibilidade, espaço e até o apoio de um governo federal inteiro. E o que fez com tudo isso? Nada.
O povo de Rondônia merece mais. E, principalmente, merece respeito.
Por: Márcio Santos/E Rondônia


