O governo federal afirma que a estratégia de diversificação dos mercados internacionais permitiu ao Brasil compensar com ampla vantagem as perdas provocadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Segundo dados divulgados pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), as exportações para China, Europa e Índia cresceram o equivalente a R$ 16,1 bilhões no primeiro semestre, enquanto as vendas para o mercado norte-americano registraram queda de R$ 2,6 bilhões.
De acordo com o levantamento, a ampliação das relações comerciais com novos parceiros reduziu a dependência do mercado dos Estados Unidos e fortaleceu a presença dos produtos brasileiros em economias consideradas estratégicas.
Entre as empresas apoiadas pela ApexBrasil, cerca de 72% das aproximadamente 2,4 mil exportadoras que vendiam para os Estados Unidos conseguiram abrir novos mercados ou ampliar suas exportações para outros países.
Para acelerar esse processo, a ApexBrasil anunciou um pacote de R$ 130 milhões destinado à promoção comercial internacional.
Os recursos serão aplicados em feiras, missões empresariais, identificação de compradores e apoio técnico para empresas brasileiras interessadas em exportar.
O governo também intensificou as negociações comerciais por meio do Mercosul e ampliou a aproximação com países da Ásia, especialmente China, Índia, Indonésia, Malásia, Tailândia e Vietnã. A estratégia busca ampliar as oportunidades para produtos brasileiros como alimentos, carnes, café, minérios, energia, máquinas e bens industrializados.
Segundo o governo, a política externa adotada desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem priorizado a abertura de novos mercados, a integração regional e o fortalecimento das relações com economias emergentes.
Na avaliação apresentada pelo Executivo, os resultados demonstram que a diversificação das exportações tornou o comércio exterior brasileiro menos vulnerável às medidas protecionistas adotadas pelos Estados Unidos durante o governo de Donald Trump.
Com o fortalecimento das parcerias internacionais e o apoio às empresas exportadoras, o governo espera ampliar ainda mais a presença dos produtos brasileiros no mercado global e reduzir a concentração das vendas externas em poucos destinos.

