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Em Ji-Paraná, jovem recusa ajuda e insiste em viver na rua

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Ele se chama Gilmar dos Santos Nobre. Sua residência: uma barraca doada em péssimas condições. Idade: 28 anos. Situação: morador de rua.

Estas são algumas informações que retratam a situação de um cidadão que começa a ficar cada vez mais conhecido na cidade.

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Há cerca de três meses ele está acampado em um terreno vazio, na avenida Dois de Abril, entre o Clube Vera Cruz e a Secretaria Municipal de Agricultura. Gilmar vive de doações de moradores vizinhos ou de quem passa por ali. Suas roupas ele as lava em um córrego próximo e para as necessidades fisiológicas, bem como para banhos, ele recorre à rodoviária ou ao Clube Vera Cruz.

Abordado pela reportagem, ele revelou-se de pouca conversa e sua barba e cabelos descuidados demonstram que não consegue manter a higiene pessoal mínima. A falta de coerência em sua conversa também deixa evidente que sua saúde mental está comprometida. 

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ELE LAVA ROUPAS NO CÓRREGO PRÓXIMO À SUA BARRACA

Consultada a respeito, a secretária municipal de Assistência Social, Sônia Reigota, disse que vem acompanhando esta situação desde o início com sua equipe de assistentes sociais e até psicólogos.

Ela informa que ainda não realizou uma intervenção definitiva porque está acatando um parecer expedido pela 2ª Vara Criminal de Ji-Paraná, que proíbe a remoção sem o consentimento da pessoa. “Já  tomamos muitas medidas, entre elas a localização da família, que  reside no bairro Jorge Teixeira. Também fazemos visitas semanais para avaliar o estado geral da saúde do Gilmar, oferecemos roupas, alimentos e cuidamos da higiene do local onde ele está morando. Mas ele se recusa a voltar para casa e não quer sair dali”, esclarece a secretária.

Ela acrescenta que há outros casos na cidade de pessoas que insistem em “residir” nas vias do município e que não aceitam outra condição, o que impede os órgãos competentes de tomar uma medida efetiva.

O assistente social, José Maria Costa, é o encarregado das providências diretas neste caso. Ele conhece Gilmar Nobre há 1,5 ano e meio. “Ele já morou em vários lugares nas ruas aqui do Primeiro Distrito e sempre recusou a nossa ajuda. Tenho ido sempre conversar com ele e tento convencê-lo a sair desta vida, mas ele nunca concorda”, diz o técnico da Semas. José Maria foi o responsável por acionar o Centro de Atenção Psicossocial da prefeitura de Ji-Paraná, para prestar atendimento psiquiátrico e até conseguiu um aposento para que Gilmar pudesse morar de graça. Tudo em vão. “Fizemos um pedido para o Ministério Público solicitando a internação compulsória e estamos aguardando a definição deste caso. Enquanto isso, vamos cuidando do Gilmar para minimizar seus problemas”, arremata José Maria.  

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