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PROCON intermedia redução do preço do combustível em RO, a redução não estava chegando ao consumidor

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O preço da gasolina sofreu redução nos últimos dias, a média de economia é de R$ 0,40 no estado de Rondônia e o consumidor de Porto Velho viu o preço do combustível sair de R$ 4,95 para R$ 4,07, na última semana, o que representa economia para o bolso do consumidor e vitória para órgãos de proteção, como o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), que intermediou essa redução junto às distribuidoras que atuam no Estado.

De acordo com Rui Costa, coordenador estadual do programa de Proteção e Defesa do Consumidor, a redução no preço do combustível teve início em outubro, quando o Governo Federal determinou baixa de preço nas refinarias. O problema é que em Rondônia essa redução não estava chegando para o consumidor final, pois distribuidores alegavam que as refinarias não repassavam o desconto ou que estavam trabalhando com estoque antigo.

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Frente a esse quadro, os donos de postos de gasolina, por meio do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Rondônia (Sindipetro) fizeram denúncia ao Procon e ao Ministério Público do Estado de Rondônia (MPE). A reunião para definir a situação foi realizada em novembro, e as distribuidoras chegaram ao entendimento de baixar o preço, na venda para os postos. “A redução de preços foi um consenso. As distribuidoras acataram o que foi imposto pelo Governo Federal e com isso, o benefício chegou ao consumidor final”, enfatiza Rui Costa.

Além da redução no preço, o coordenador do Procon alerta que os consumidores podem melhorar essa margem de desconto em alguns postos, se o pagamento do combustível for em dinheiro. “Mas para essas situações é preciso que a informação seja destacada por meio de placas informativas, no próprio posto de gasolina”, diz Rui Costa.

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PREÇOS IGUAIS
Em relação aos preços similares, ou seja, quando um posto de gasolina baixou os preços, todos baixaram e a margem de desconto ser praticamente a mesma, o coordenador atribui essa situação à livre concorrência. “Quanto mais concorrência, a tendência é maior margem de redução no preço final. Imagina que um dono de posto vê seu concorrente vendendo mais porque está cobrando dois centavos a menos. Ele reduz para cativar esse consumidor também”, garante.

Além disso, Rui Costa lembra que em alguns municípios, como Porto Velho, por exemplo, é comum um empresário ser dono de vários postos de gasolina, em regiões diferentes da Cidade, o que também justifica a similaridade nos preços. “Além do produto ser o mesmo, é um produto comum e a tendência é que tenha o mesmo preço. Não há tabelamento, nem cartel, que é uma situação delicada de detectar”, diz. “É a livre concorrência que faz os preços ficarem mais atrativos, o mercado é livre e as empresas são privadas, a redução no preço do produto vai até o limite que o fornecedor suportar”, finaliza.

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