Soldados da Borracha; heróis esquecidos desde a Era Vargas

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A narrativa de Paulo Gordilho, ex-diretor técnico da OAS Empreendimentos, de que soube em 2011 que a unidade 164-A do Condomínio Solaris, no Guaruja, havia sido reservada para o ex-Presidente Luiz Inacio Lula da Silva ficou isolada e sem nenhuma evidência após ele reconhecer, em respostas a perguntas da defesa, que não tinha qualquer conhecimento ou atuação na área de vendas da empresa.
 
A declaração também destoa não apenas das 73 testemunhas que o antecederam nos depoimentos sobre o caso triplex – entre eles funcionários da companhia -, mas também do que afirmou Fábio Yonamine, ex-presidente da mesma OAS Empreendimentos. Gordilho e Yonamini foram ouvidos hoje em Curitiba e também são réus na ação penal.
 
Subordinado a Leo Pinheiro, Yonamine foi categórico ao dizer que a área financeira da OAS Empreendimentos não tinha conhecimento de reserva de qualquer unidade para o ex-Presidente – que nunca nenhum pedido lhe foi feito por Pinheiro nesse sentido – e que a unidade 164-A sempre integrou o estoque da empresa, ou seja, era e continua sendo um ativo da OAS. A mesma informação havia sido prestada em depoimento por Igor Pontes e Mariuza Marques, ambos também da OAS Empreendimentos. Pontes, foi ouvido no processo como testemunha, com obrigação de dizer a verdade, e reforçou, em seu depoimento, que a reforma era “para melhorar a unidade, já que era muito simples, com o intuito de facilitar o interesse de Lula pelo apartamento”. 
 
O pedido de reforma do triplex foi feito a Yonamine por Pinheiro, que pediu igualmente que ele organizasse uma visita à unidade para Lula e D.Marisa Letícia, o que ocorreu em fevereiro de 2014. Afirmou que essa visita foi uma apresentação do apartamento e das áreas comuns do prédio e que o ex-Presidente e sua esposa não pediram nenhuma alteração no imóvel, mas fizeram apenas observações  em relação ao local. Yonamine disse que a reforma feita pela OAS no imóvel de propriedade da empresa foi realizada com recursos próprios e lícitos, sem qualquer relação com a Petrobras.
 
Quanto às melhorias feitas no sítio de Atibaia, de propriedade de Fernando Bittar, registra-se que o próprio Gordilho reconheceu ter estado com ele na propriedade e que era Bittar quem sempre tratou com a OAS sobre o imóvel.
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