TRIO QUE TRAMOU LATROCÍNIO DE GERENTE DO SICOOB UNIJIP DE OURO PRETO SÓ FOI UNIDO PARA MATAR; JULGAMENTO DEVE OCORRER EM JUNHO

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Os três jovens acusados de tramarem o latrocínio praticado contra Gleysson Batista Campos, 30 anos, ex-gerente da unidade do Sicoob Unijip em Ouro Preto do Oeste, em crime ocorrido na madrugada de 27 de novembro de 2016, numa trilha da reserva do morro Chico Mendes, tinham uma audiência designada para o último dia 8 que foi cancelada em razão do não comparecimento de todas as testemunhas arroladas no inquérito policial, e serão levados novamente da Casa de Detenção ao Fórum da comarca no dia 30 de março.

A previsão é que a condenação contra os três adultos pelos crimes cometidos saia até meados de junho, não haverá julgamento pelo Tribunal do Júri por que no caso de crime de latrocínio, a competência para o processo de julgamento é do Juiz singular.

Presos há três meses e 21 dias, João Victor de Souza Doenha, hoje com 19 anos, Ronaldo Simões de Souza, o “Naldade”, de 22 anos, e Maikssuel de Jesus Souza, 18, juntamente com um menor de 15 anos, apreendido no Centro de Internação Socioeducativo de Ji-Paraná, foram apontados como os autores do crime. Gleysson foi atraído para o local ermo por João Victor e após ser brutalmente assassinado a golpes de pedra e a facadas, foi jogado numa ribanceira de pedras na rampa sul do morro Chico Mendes.

Os jovens não contavam com uma providência: o corpo de Geysson foi localizado por volta de 9h30 da manhã do mesmo dia por um professor de Geografia de Ouro Preto que estava excursionando na área de reserva com um grupo de adolescentes, e quando foi à noite daquele domingo o veículo da vítima da marca Toyota, modelo Corolla de cor prata, placa OHM-1972/OPO, ano 2015/16, e o celular dele, foram apreendidos com João Victor conduzindo o carro, e Naldade de posse do aparelho. A barra de direção do Corolla de Gleysson apresentou problemas mecânicos quando João Victor e Naldade cruzavam a área urbana de Nova Mamoré e eles foram detidos pela PM, outro fato inesperado que os jovens não contavam, ou talvez mais uma providência do destino, para que ficasse evidenciado o crime de latrocínio, e a posterior identificação e prisão de todos os atores dessa macabra trama.

CADA UM POR SI…

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Vivendo encarcerados desde o dia de suas prisões, os três jovens já não gozam mais da mesma amizade de antes, quando eram tão íntimos, a ponto de terem dividido o plano macabro de matar Gleysson com vários adolescentes que estavam entre os mais de 7 mil seguidores de João Victor no facebook, chegaram a debater o assunto nas redes sociais e hoje são arrolados como testemunhas.

Hoje, acuados pela Justiça, e cada um querendo se safar da responsabilidade do crime, e cientes da pena que poderão receber, os jovens divergem muito em seus depoimentos, a ponto de dificultar o trabalho de seus advogados.

Ronaldo Naldade diz que não estava no morro na hora do crime, que só viajou para Nova Mamoré com João Victor porque não sabia de nada; Maikssuel, que foi preso após uma faca com vestígios de sangue ter sido encontrada na casa de seu tio, fala que não estava na cena do crime e nega participação. No entanto, o menor quando depõe afirma que Naldade e Suel também desferiram pauladas e facadas na vítima.

Já João Victor, acusado de ser o autor intelectual do crime, e de ter atraído a vítima para a morte, usa a estratégia de tentar se safar da acusação de latrocínio, argumentando que não tinha a intenção de levar Gleysson para matá-lo, numa tentativa de desclassificar a sua participação no crime como roubo.

…A JUSTIÇA CONTRA TODOS

O trabalho de investigação da Polícia Civil de Ouro Preto conseguiu juntar no Inquérito elementos que vão dificultar a vida dos três jovens que receberão condenação do juiz criminal Haruo Mizusaki com base na denúncia oferecida pelo Ministério Público.

O delegado Julio Cezar de Souza Ferreira, que conduziu as investigações com o delegado Roberto dos Santos da Silva, lembrou que o menor já foi sentenciado a 3 anos de internação, e acredita que difiilmente os três jovens vão se safar de uma pena pesada.

“Eles foram indiciados por latrocínio, ocultação de cadáver, associação criminosa e por corrupção de menores, a divergência nos depoimentos deles é gritante no curso do inquérito e reforçou ainda mais a base do nosso trabalho”, avalia o delegado.

Pelo crime de latrocínio, os jovens receberão a maior pena e segundo o artigo 157, § 3º, do Código Penal, é de 20 a 30 anos de reclusão; no crime de ocultação de cadáver (art. 21) a pena é de 1 a 3 anos, e de acordo com o artigo 244 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) a prática de corrupção de menores dá condenação de 2 a 4 anos.

No caso da associação criminosa e formação de quadrilha, os jovens podem pegar de 1 a 3 anos de prisão. 

 

Por Edmilson Rodrigues

Fonte: Correio Central

 

 

 

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