Delegado pede prisão dos suspeitos de matar garota em Cerejeiras, mas recomenda cautela

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Uma forte tensão popular marcou toda a tarde desta terça-feira, 25, na porta da Delegacia da Polícia Civil de Cerejeiras. A partir do momento em que o delegado Rodrigo Spiça, que conduz a investigação do caso que abalou o município, o assassinato da jovem Jéssica Moreira Hernandes, de 17 anos, desaparecida desta a última quinta-feira, 20, e encontrada morta dentro de um saco ontem (segunda, 24), começou os interrogatórios, os ânimos dos manifestantes ficaram exaltados.

O depoimento de três suspeitos de participar da morte da jovem, sendo eles: o namorado da vítima, um primo dele e a esposa deste primo. O delegado Rodrigo Spiça começou a ouvir os três suspeitos por volta das 13h00 e, segundo informações, o depoimento terminou por volta das 17h00.

Por volta das 18h00, com o término do expediente de trabalho, populares, vestidos com uniformes de empresas ondem trabalham, foram para frente da delegacia. Com o fim do velório da jovem, enterrada por volta das 17h30, os conhecidos que estavam no funeral também correram para a DPC.

Uma revolta popular começou a se levantar por volta das 19h00, com gritos de “Justiça, justiça”.

Às 19h30, o delegado Rodrigo Spiça apareceu no portão da delegacia (FOTO) e, cercado por policiais militares e civis, deu a seguinte explicação. 

“Pessoal, eu gostaria de esclarecer aqui sobre o andamento das investigações. Eu entendo a revolta de vocês, mas não é assim que temos de resolver as coisas. Os três suspeitos estão sendo apenas investigados e não existe ainda nenhuma acusação contra eles. Só teremos provas definitivas no final do processo, se for o caso de eles serem culpados. Por enquanto, foi pedida apenas a prisão preventiva deles, para o bom andamento das investigações. Ainda faltam laudos periciais, faltam provas técnicas, ainda falta muita coisa. Então, peço a vocês que entendam esse processo necessário de investigação”.

Enquanto o delegado falava, tiros começaram a ser disparados dentro do presídio, que fica nos fundos da delegacia.

Um policial militar disse que os três acusados (que as autoridades não passaram o nome), foram encaminhados para Vilhena. Esta informação também foi passada aos populares na porta da delegacia (mas as pessoas não acreditavam e acham que seria uma estratégia das autoridades para despistar o povo e evitar um eventual linchamento dos suspeitos).

Uma informação passada por uma fonte, dá conta de que os tiros disparados dentro do presídio foram de “borracha”, ou seja, de efeito moral, pois populares teriam atirado pedras na porta da cadeia, em busca dos suspeitos de matar a garota Jéssica – e manifestantes acreditam que eles ainda estão na prisão em Cerejeiras.

O site pretende ouvir outras autoridades e familiares dos suspeitos antes de revelar seus nomes, conforme recomendam os próprios investigadores.

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